Alguns dias atrás, o Sinserm publicou neste jornal um texto chamado "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", sobre a atitude incompreensível do prefeito Clodoaldo Gazzetta apontando que o mesmo diz uma coisa e faz outra, ao convocar servidores municipais a voltar ao trabalho.
Reforçando isso, o artigo escrito pelo prefeito, publicado em 01/05 passado, neste jornal, mostra claramente essa postura, totalmente incoerente ao dizer que na atual crise de pandemia sua posição "primeiro é respeitar o direito fundamental à vida".
Soube por amigos que, em função do Decreto n.º 14.734, de 22/04/20, introduzindo o ensino à distância, a prefeitura convocou servidores para o trabalho nas escolas, inclusive aqueles do grupo de risco (!!!!!!), contrariando o que o parágrafo 2.º do decreto especifica: "Respeitando o limite de idade de sessenta anos dos servidores, bem como aqueles que apresentam comorbidades já comprovadas."
Ah, tem mais: para não parecer injusto, a Secretaria de Educação deu uma infeliz opção aos servidores desse grupo - os que não quiserem (puderem?) voltar ao trabalho, estarão obrigados a entrar em gozo de férias ou licença-prêmio, como se esta fosse uma escolha pessoal muuuuuito interessante!
Por conta dessa convocação, esses servidores já estão trabalhando nas escolas da rede municipal desde a semana passada.
Soube também que o Sinserm agiu muito bem e apresentou à Justiça uma ação sobre esse posicionamento da Prefeitura, mas sabemos que as decisões da justiça são demoradas.
Até onde se sabe, as empresas públicas e privadas afastaram seus funcionários pertencentes ao chamado grupo de risco. E aí vem o sr. prefeito, no Dia do Trabalhador, publicar artigo no jornal dizendo que "primeiro respeita o direito fundamental à vida". É mesmo um grande deboche!
Com todo respeito, sr. Clodoaldo Gazzetta, é isso mesmo ou será que entendi errado sua frase?
Nesse caso, peço-lhe o favor de me explicar!