Prefeitos de algumas das principais cidades do Interior de São Paulo reagiram de diferentes formas ao anúncio do governador João Doria de prorrogar a quarentena até o dia 31, que vão de decepção e injustiça ao apoio à decisão. Independentemente da posição, porém, três dos prefeitos ouvidos deverão apresentar, na segunda (11), em reunião na Capital, propostas para defender a flexibilização em suas cidades.
Na segunda, prefeitos das sedes das regiões administrativas do estado se reunirão em São Paulo, às 16h, dentro de um comitê criado pelo governo.
O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), que foi à Justiça para tentar reabrir o comércio nas últimas semanas, disse que a decisão é decepcionante e que vai lutar para conseguir reabrir atividades econômicas impactadas pelo decreto. Segundo Ramuth, nos últimos 20 dias prefeituras têm conversado com o governo sobre a importância de serem levadas em consideração as características regionais.
Já o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), disse esperar que outras opiniões possam ser mostradas e que é injusto tratar todas as regiões iguais sendo que há locais em que a restrição absoluta não é necessária. Ele disse que a curva de contaminação na cidade é linear e há capacidade com folga para atendimento em leitos de UTI.
Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta (PSDB) disse que apresentará um projeto que transforma indicadores numa fórmula matemática para mostrar o que poderia ser aberto ou não na cidade. Ela, que precisa, segundo ele, ser validada pelo Estado e pesquisadores, consiste em atribuir um valor após análise de indicadores estatísticos e epidemiológicos que resultará em um de cinco cenários - de lockdown à abertura total (leia mais na página 4).
Em Campinas, o prefeito Jonas Donizette (PSB) disse, na internet, que vai prorrogar a quarentena no município até o dia 31, seguindo o Estado, e que não discordou por ter recebido informação do centro de contingência de que o risco de transmissão no Interior está muito alto.
Já o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado (PSDB), disse que ser favorável à necessidade da quarentena não faz ignorar as dificuldades econômicas.