10 de julho de 2026
Política

Cohab busca reaver R$ 116 mi de rombo

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 1 min

A Cohab entrou com ação civil pública, ajuizada na 1ª Vara da Fazenda Pública de Bauru, pedindo o ressarcimento de R$ 116,4 milhões, relativos aos saques ocorridos mensalmente entre 2007 e 2019. Os saques eram feitos em dinheiro, em agências bancárias, com valor mensal médio de R$ 400 mil, totalizando R$ 54,8 milhões.

A antiga direção, de Gasparini Jr., alegava que o dinheiro seria usado no pagamento de dívida de seguro habitacional com a Caixa, mas a atual direção não encontrou notas ou comprovantes disso. A ação impetrada pela Cohab pede o ressarcimento do montante com juros e correções, por isso chega a R$ 116,4 milhões, afirma o presidente Arildo Lima Jr. "A ação já considera os juros, de todo o período, e segue o pedido do Gaeco para o bloqueio de bens de antigos diretores".

No mês passado, conforme o JC noticiou, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), pediu o bloqueio dos bens do ex-presidente da Cohab Edison Bastos Gasparini Jr. de sua mulher, Isabel Cristina Gonçalves Dias Gasparini, de sua filha, Mariana Gonçalves Dias Gasparini, e do ex-diretor financeiro Paulo Sérgio Gobbi. A 4ª Vara Criminal de Bauru determinou o bloqueio dos bens.

Na ocasião, a família Gasparini não se pronunciou sobre o assunto e Gobbi afirmou que estava inconformado com a decisão, disse que não foi ouvido pelo MP e aguardava para saber como ficará a sua situação.