11 de julho de 2026
Geral

Após reunião, Gazzetta afirma que Doria cogita flexibilizações regionais

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Clodoaldo Gazzetta participou, na tarde e início da noite desta segunda-feira (11), na Capital, da primeira reunião do Conselho Municipalista, criado pelo governo para pactuar as futuras decisões de flexibilização da quarentena no Estado após a pandemia do coronavírus. Segundo Gazzetta, o governador João Doria sinalizou para a possibilidade adotar a flexibilização das atividades econômicas de maneira regionalizada, ou seja, de manter ou afrouxar as medidas de contenção de acordo com a realidade de cada região do Estado.

Além do governador, participam do conselho secretários estaduais e prefeitos de cidades-sede das 15 regiões administrativas do Estado, incluindo Bauru. No encontro desta segunda, o prefeito apresentou o resumo do modelo de flexibilização elaborado por ele, chamado "Pacto por Bauru" (leia mais abaixo).

Nesta terça-feira (11), já de volta a Bauru, Gazzetta disse que enviaria o detalhamento deste estudo ao coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado, Dimas Covas, que também é diretor do Instituto Butantan. "Como não deu tempo de apresentar este detalhamento na primeira reunião, vou encaminhar a fórmula matemática com os todos os percentuais dos indicadores para que o governo possa analisar e, se possível, validar este nosso modelo", pontua.

A tentativa de convencer o governo estadual sobre a validade dos critérios adotados para a elaboração do "Pacto por Bauru" é tida como principal estratégia para que a prefeitura tenha condições de começar a flexibilizar a quarentena, de maneira gradual, no curto prazo. Isso porque, dificilmente, a cidade conseguirá, nas próximas semanas, alcançar os parâmetros estabelecidos pelo Estado para uma possível flexibilização.

PARÂMETROS

São requisitos que constam no Plano São Paulo, que será apresentado nesta terça-feira aos 15 prefeitos, por meio de videoconferência. Entre os dois principais critérios, está a redução sustentada - no período mínimo de 14 dias - do número de novos casos de infecção pelo coronavírus. O segundo é a manutenção da taxa de ocupação dos leitos de UTI em patamar inferior a 60%.

Na segunda-feira, a ocupação de leitos de UTI no Hospital Estadual, referência no atendimento de Covid-19 na rede pública, era de 76% - o índice de 100% chegou a ser alcançado no início deste mês. Já na rede particular, somando os três hospitais (Unimed, Beneficência Portuguesa e São Francisco), havia dois pacientes nas UTIs, em tratamento contra Covid-19.

"Este primeiro indicador pode ser resolvido com mais rapidez, a partir de ampliação do número de leitos. Agora, quanto ao número de infectados, há o achatamento da curva, mas o montante ainda é crescente no Interior do Estado. Nenhuma cidade vai conseguir registrar redução agora", observa Gazzetta.

Segundo levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado, o contágio no Interior e Litoral cresce proporcionalmente a um ritmo quatro vezes mais rápido do que na Região Metropolitana de São Paulo. Por meio de decretos estadual e municipal, até segunda ordem, a quarentena tanto no Estado quanto em Bauru está prorrogada até 31 de maio.