10 de julho de 2026
Internacional

Rússia é acusada por estudantes de medicina de forçar trabalho

FolhaPress
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Moscou - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início da suspensão das medidas de contenção do novo coronavírus no país a partir desta terça-feira (12). De acordo com Putin, o governo russo adotará programas de ajuda financeira a famílias cujos membros perderam o emprego ou tiveram que trabalhar de casa, e a empresas que precisaram fechar as portas temporariamente no país.

A retomada deve ser gradual, respeitando as características de cada região. Em Moscou, por exemplo, as restrições devem permanecer em vigor até pelo menos 31 de maio. A iminência da reabertura, no entanto, não diminuiu o tom das críticas dos estudantes de medicina do país, que dizem estarem sendo forçados por autoridades russas a trabalhar no combate ao coronavírus, mesmo sem a experiência e os cuidados básicos necessários.

Dado o número de infecções, o sistema de saúde russo -enfraquecido pela falta de pessoal, anos de cortes no orçamento e reformas controversas- está sob pressão. A implantação de quase 100 mil leitos adicionais em todo o país está se mostrando insuficiente.

Em 27 de abril, os Ministérios da Saúde e da Educação emitiram um decreto ordenando aos estudantes de medicina do quarto, quinto e sexto períodos a realização de "treinamento prático" em hospitais que tratam pacientes com Covid-19, a partir de 1º de maio. Somente aqueles com "contraindicações médicas" estão isentos.

Também estão preocupados com a falta de equipamentos de proteção individual. As autoridades reconhecem que há dificuldades, mas minimizam. Em um apelo anônimo publicado nas redes sociais, estudantes da Universidade de Pirogov pediram ao reitor, Sergey Lukianov, para estabelecer o "voluntariado" como um princípio.