10 de julho de 2026
Nacional

Caminhoneiros fecham duas faixas da avenida Paulista

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Dezenas de caminhoneiros estacionaram seus veículos na avenida Paulista na tarde de desta segunda (11) fechando duas faixas da via mais conhecida da cidade. Eles reclamam da quarentena implementada pelo governo do Estado e pela Prefeitura de São Paulo, pedem isolamento vertical e apoiam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A fila de caminhões chegou a ter três quadras de extensão e, antes, também houve carreata de vans.

O protesto incluía um caixão com as imagens do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e do governador do estado, João Doria (PSDB).

Havia vários adesivos com a mensagem "fora Doria", principal alvo da manifestação. Durante entrevista coletiva, o governador disse que não é contra manifestações, mas declarou que não aceita o fechamento de vias.

Em protesto dez dias atrás, o prefeito de São Paulo afirmou que iria multar manifestantes que buzinassem nas imediações de hospitais.

Na chegada dos manifestantes à avenida Paulista, a PM (Polícia Militar) negociou para que os manifestantes deixassem o local às 15h30, quando seriam escoltados até deixar a cidade.

Everton Antunes, Jobelzinho, 38 anos, explicou que os caminhoneiros passam dificuldades e as medidas afetam a vida de pais de família.

"A gente precisa trabalhar. Não somos contra fechar comércio, mas precisamos ter liberdade. A gente quer quarentena naquele esquema vertical. A gente cansou, estamos de saco cheio. A gente queria o impeachment do governador", afirmou.

Em nota, a Secretaria de Logística e Transportes do Estado informou que "não há restrições por parte do governo de São Paulo ao trabalho dos caminhoneiros".