O prefeito de Bauru Clodoaldo Gazzetta não tem previsão de quando o ‘Pacto por Bauru’, plano de flexibilização para comércio, sairá do papel. A indefinição ficou clara na coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (13), no Palácio das Cerejeiras. Para que seja implementado terá de ser chancelado pelo governo do Estado.
Ontem, o chefe do Executivo antecipou algumas informações ao coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado, Dimas Covas. Já hoje à tarde, o encaminhará oficialmente. No entanto, Gazzetta também não estimou quanto tempo levaria para colocá-lo em prática, depois da anuência do governo de João Doria. A expectativa é que o governador se posicione sobre a proposta de Bauru na próxima semana, quando haverá outra reunião do Conselho Municipalista.
Conforme o JC divulgou, o plano elaborado por Gazzetta utiliza quatro indicadores centrais como avaliação da epidemia na cidade: curva epidemiológica; números de óbitos, contaminados e testagem; leitos e taxa de ocupação; e índice de isolamento social, que em Bauru tem ficado muito baixo. E, conforme o resultado desses indicadores, considera cinco cenários possíveis, sendo o primeiro o lockdown e o último a normalidade, com abertura total.
Cada um dos indicadores tem peso de 0,25 dentro de um contexto, em uma escala que vai de 0 a 1. Quando o total do isolamento for baixo, ou o número de mortes for alto demais, ou a taxa de ocupação for ruim, a pontuação diminui. E, assim, há resposta da cidade com relação à flexibilização, informou Gazzetta em entrevista recente.
Pela fórmula matemática criada pelo prefeito, a cidade já teria condições de avançar um cenário e iniciar o nível 3, com abertura comercial gradual.
ACADEMIAS E SALÕES
O decreto federal que incluiu serviços de academias, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais, será seguido em Bauru pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta. A posição do chefe do Executivo também foi apresentada durante coletiva. Gazzetta, no entanto, aguarda a instrução normativa do Ministério da Saúde e um debate sobre a questão com o governo do Estado, antes de implementar a medida na cidade.
No entanto, João Doria, em coletiva realizada neste momento, informa que no Estado de São Paulo, salões de beleza nem academias abrirão. "Respeitamos esses profissionais, mas nosso maior respeito é garantir sua vida! Sua saúde!", afirmou o governador.