Olá, professor Clóvis! Ao ler as páginas deste Jornal da Cidade na terça-feira descubro que você, Clóvis Aparecido Cavenaghi Pereira, deixou a diretoria do Sesi Bauru depois de 39 anos de serviços prestados. Logo me vem à cabeça a importância e influência que um homem pode ter sobre tantas vidas. No seu caso, de forma positiva, com toda certeza.
Eu te conheci, professor, há muitos anos, mas foi na minha passagem como secretário do Desenvolvimento Econômico que o meu respeito aumentou. Descobri, então, muito sobre um "outro Clóvis", dedicado a causas de filantropia, atuante no segmento produtivo e sem perder de vista o seu papel fundamental no meio acadêmico. Há alguns meses, jantei com sua família (e também conheci a sua coleção de rádios antigos, paixão essa que dividimos, lembra?). Estavam lá a Mariana e a Natália, que me receberam com extrema hospitalidade. Suas filhas me ensinaram que o papel de educador vai muito além dos muros da escola.
Explico melhor. Os mesmos valores ensinados à sua família também foram passados a gerações e mais gerações de pequenos alunos que agora são adultos, estão à frente de negócios, formaram suas próprias famílias e ocupam cadeiras de destaque em instituições, empresas e até do poder público aqui e também mundo afora. O seu DNA, caro Clóvis, está em cada uma das atitudes para o bem que esses seus ex-alunos praticam no dia a dia. Por outro lado, há os estudantes que hoje estão nas cadeiras do Sesi e têm toda a jornada pela frente. Sorte deles também poder levar essa influência para a vida! Sob meu ponto de vista, fica um ensinamento de que é sim possível trilhar todo um caminho profissional pautado na ética, no "servir" e nos valores mais nobres que um homem deve ter. Verdadeira lição de vida.
Segundo Paulo Freire, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a produção e construção do mesmo. Neste sentido, querido professor Clóvis, quero dedicar este espaço a quem tão bem desempenhou o papel de educador. A você,
Mestre, com todo o meu carinho.