10 de julho de 2026
Viver Bem

Escolher sexo do bebê de forma natural não passa de uma crença

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

A ex-dançarina do grupo É o Tchan, Juliane Almeida, está grávida de seu segundo filho, uma menina. A atual nutricionista, que tem um menino de 1 ano, disse que as duas gestações foram programadas, inclusive a escolha dos sexos. Mas, segundo especialistas, não há comprovação científica de que é possível escolher o sexo do bebê de maneira natural.

"É uma crença popular bem comum. Baseia-se na premissa de que os espermatozoides masculinos seriam mais rápidos e os femininos, mais duradouros. Assim, relações mais distantes da ovulação facilitariam a concepção de uma menina e as mais próximas, de um menino", diz Bruno Ramalho de Carvalho, médico ginecologista e membro da atual diretoria da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). "Não há base científica consistente para sustentar a regra. Temos poucos estudos, em geral pequenos, que levam a conclusões, às vezes, contraditórias."

"Eu sempre quis um casal. As duas gestações foram programadas, inclusive na escolha do sexo", disse Juliane, explicando que fez uso de técnicas naturais para aumentar as chances de, desta vez, engravidar de uma menina.

É possível identificar o sexo do embrião gerado por fertilização in vitro. A legislação brasileira, porém, só permite a escolha em casos bem específicos, quando há doenças ligadas ao sexo (dependendo da combinação genética dos pais).

Segundo Maria Cecília Erthal, diretora-médica do Vida Centro de Fertilidade, a chance de ter menino ou menina é igual: 50% cada. "Sempre desencorajamos as pessoas que pensam na preferência do sexo do bebê antes do nascimento, justamente para que não se crie nenhum tipo de frustração."