08 de julho de 2026
Esportes

'No aguardo'

Luis Felipe Carrion
| Tempo de leitura: 2 min

A pandemia de coronavírus provocou uma monotonia no futebol brasileiro. Seja entre os times grandes ou pequenos a situação se repete: atletas confinados em casa, se virando como dá para fazer algum tipo de treinamento e em contato com a comissão técnica. Enquanto isso, as diretorias aguardam as orientações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e das federações estaduais para o retorno aos treinos e jogos, além de calcularem os prejuízos financeiros.

Nos rivais regionais do Noroeste que também disputam a Série A3, Linense e Marília, a situação se repete. O clube de Lins, sétimo colocado e dentro da zona de classificação para a segunda fase da Terceirona, com 15 pontos, dispensou seus atletas das atividades no Centro de Treinamento Rubens Câmara e eles vêm fazendo atividades em casa durante a quarentena. Os jogadores têm grupos de contato e conversam com a comissão técnica. Ainda não há prazo previsto para o retorno aos treinamentos.

Em relação aos contratos, a maioria dos jogadores possui vínculos mais longos com o Linense, pois a base do time para a disputa da Série A3 é a mesma que disputou a Copa Paulista em 2019. "Jogamos a Copa Paulista praticamente com o time sub-23. Exceto uns três ou quatro jogadores. Pegamos esse elenco da Copa Paulista e enxertamos nele jogadores em posições que achamos necessárias. Fortalecemos esse grupo. Temos até que uma base razoável. Uma base boa. Esses jogadores têm contratos mais longos. E, logicamente, aqueles que foram contratados, como todos os clubes, têm contratos até o fim do mês", explica Leandro Asato, presidente do Linense.

IMPACTO FINANCEIRO

Ainda segundo o mandatário, o clube aguarda posição da Federação Paulista de Futebol (FPF) sobre como serão feitos os pagamentos das cotas para tomar decisões sobre reajustes de salários de jogadores. Sobre o impacto financeiro da pandemia, Asato diz que o Linense já percebe o problema causado pela situação atípica vivida.

"Tínhamos alguns investidores, que sinalizaram não ser possível continuar. Patrocinadores também já notificaram a necessidade de dar uma segurada. Quer dizer, é uma cadeia. A Federação não faz o repasse. Patrocinadores também não. Os investidores não têm como ter o retorno. Todos pedindo para segurar. E o clube, como faz? Temos contas a pagar. É difícil", ressalta.

Sobre a continuação da Série A3 após a pausa, a posição do Linense é de que a competição deveria ser retomada. Entretanto, é necessário observar bem qual será o cenário da pandemia para se jogar futebol. "Tem como continuar o campeonato? Falando de saúde, tem como? Se tiver como, penso que tem que continuar. Se for seguro prosseguir, somos a favor que continue. Mas, quando for seguro retomar", frisa o presidente Leandro Asato.