09 de julho de 2026
Saúde

Nem toda sensação de tontura é labirintite

Claudinei Queiroz
| Tempo de leitura: 1 min

Segundo uma pesquisa de 2017 da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial já sofreu com tonturas pelo menos uma vez na vida. Mas, ao contrário do que muitos pensam, nem toda tontura é provocada por labirintite.

Especialistas afirmam que é comum pacientes chegarem aos consultórios afirmando estar com a doença. A questão é que o termo labirintite tem sido usado de forma genérica nesses casos e, em grande parte das vezes, não é o diagnóstico correto.

"É igual falar que qualquer doença no coração é cardiopatia. Há milhares de doenças do coração. Assim como há centenas de labirintites. O fundamental é o médico fazer os exames para identificar o problema", diz o otorrino Jamal Azzam.

Ele explica que a tontura pode ser provocada por problemas no cérebro - como a esclerose múltipla -, visuais e cervicais, por doenças como o diabetes ou ainda um efeito colateral de medicamentos, álcool, nicotina, cafeína, dentre outras substâncias. Por isso, os especialistas fazem tanto exames específicos quanto testes neurológicos.

Apenas depois de o paciente ser analisado e a labirintite confirmada é que o médico dá início ao processo para detectar a causa. "A labirintite tem várias causas. Não se pode colocar no mesmo balaio tontura, sensações de desequilíbrio, de flutuar sobre ovos e de pender para um lado, ou ver tudo girando. O segredo não é o remédio para curar os sintomas, mas descobrir o que os causaram", fala Cicero Matsuyama, otorrino do Hospital Cema.