Pirajuí - Durante sessão realizada na noite desta segunda-feira (18), a Câmara de Pirajuí aprovou por 7 votos a 1 a abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o vereador Alexandre Aparecido Ferreira, conhecido como "Salsicha", por suposta quebra de decoro. Ele consta como investigado em ocorrência que versa sobre suposto furto de melancias de uma propriedade rural em Avaí.
Em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a votação do pedido de abertura de Processante, feito por um morador da cidade na semana passada, ocorreu sem presença de público. No documento, o munícipe alega que Ferreira teria faltado com o decoro ao comercializar melancias com queixa de furto.
Conforme divulgado pelo JC, familiares do vereador foram flagrados no último dia 7 vendendo frutas de uma fazenda de Avaí. O dono da propriedade registrou boletim de ocorrência alegando que elas foram furtadas de madrugada. Já Ferreira disse que comprou o produto de funcionários do local para revender.
O único voto contrário à denúncia foi o da vereadora Rosalina Sônia dos Santos, a Rosa da Ambulância. Com exceção do presidente da Casa, Gabriel Abuazar Giampaulo, e do denunciado, que não votam nesses casos, e da vereadora Daisy Maria Bini Serrato, que não compareceu à sessão, os demais vereadores votaram a favor da abertura da CP, que tem prazo de 90 dias para conclusão dos trabalhos. Segundo Giampaulo, após sorteio, o vereador José Cirineu Daniel foi escolhido presidente da CP, que terá como relator e membro, respectivamente, os parlamentares Eukles José Campos e Celso J. Vianna. Para que o mandato seja cassado, serão necessários 8 votos.
'Tranquilo'
O vereador alvo da CP disse que não fez nada de errado e que está tranquilo em relação à denúncia. "Eles abriram uma CP sem esperar a investigação policial. Eu estou tranquilo e exijo que abra a investigação para eu provar minha inocência", declarou.
O advogado dele, Vinícius Santarém, contou que irá tentar anular na Justiça a sessão de abertura da Processante. "Ela fere o decreto do governador e não poderia ter acontecido. E foi feita a portas fechadas, o que também é inconstitucional", afirma.
"E se isso, porventura, não for possível, nós vamos apresentar a defesa até porque a gente já fez a colheita de boa parte das provas aonde a gente consegue comprovar que boa parte do que está escrito no boletim de ocorrência é divergente do ocorrido".