08 de julho de 2026
Geral

HE deve retomar cirurgias eletivas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Desde o início da pandemia, o Hospital Estadual (HE) reduziu drasticamente suas cirurgias eletivas, mas o cenário deve mudar com a abertura do Hospital das Clínicas (HC). É que a Famesp planeja a transferência dos pacientes com quadro leve da Covid-19 da Enfermaria do HE para a nova unidade, o que deve dar fôlego para que o Estadual retome parte das cirurgias suspensas. A informação é do presidente da fundação responsável pela gestão dos hospitais, Antonio Rugolo Júnior.

Com a manobra, cirurgias que demandavam leitos de enfermaria no período pós-operatório, como de vesícula, hérnias e próteses, por exemplo, devem começar a ser remarcadas. O JC, inclusive, tem recebido reclamações de pacientes, até mesmo com câncer, que tiveram os procedimentos suspensos.

"Não voltaremos a 100% da capacidade, mas teremos uma situação próxima da normalidade", cita Rugolo, ressaltando que a da demanda gerada pela Covid-19 é analisada diariamente e que qualquer percepção de aumento de pacientes com o coronavírus pode voltar a gerar a suspensão de cirurgias. "Reduzimos as eletivas drasticamente por causa da pandemia, mas não paramos. O Hospital Estadual não está lotado", explica o presidente da Famesp.

LEITOS E MANOBRA

Atualmente, 31 leitos de enfermaria no HE estão separados para atender apenas a Covid-19. Nesta quarta-feira (20), 23 deles (74%) estavam ocupados.

Ao todo, o HC oferece 40 leitos de enfermaria. Rugolo conta que, após a transferência dos pacientes com quadro leve da Covid-19 para o HC, a ideia é usar até metade dos 31 leitos do Estadual para viabilizar as cirurgias eletivas. "Claro que deixaremos uma reserva", afirma o gestor, reforçando que seguirão para o HC os pacientes que não apresentarem quadro considerável de evolução da Covid, já que o novo hospital não terá UTI.

O presidente da Famesp ainda reforça que a transferência propiciará um cenário de maior flexibilidade no uso de leitos no HE, o que não significa que, se os casos da Covid aumentarem muito na cidade ou região, os 31 leitos voltem a ser exclusivos para atendimento da doença por meio de rearranjo no hospital.