08 de julho de 2026
Geral

Cooperativa é interditada após incêndio

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Um incêndio, registrado há uma semana (17), destruiu parte do prédio da Cooperativa de Materiais Recicláveis (Cootramat) de Bauru, localizado no Jardim Redentor. Após a ocorrência, a Defesa Civil esteve no local e interditou a edificação em ponto com risco de queda de parte do telhado. A medida de segurança interrompeu o trabalho de 14 famílias, que não sabem como sobreviverão sem a atividade.

De acordo com o coronel Rogério Gago, coordenador da Defesa Civil, foi verificado que o fogo destruiu aproximadamente 400 metros quadrados de um dos barracões, onde fica a parte cujo o acesso foi impedido. "As demais áreas estão liberadas. Não há como saber a causa do incêndio, porém havia grande quantidade de isopor no interior do barracão. Também não houve vítimas", destaca.

No local, houve perda de parte dos materiais reciclados, além de danos em uma esteira de separação e na parte elétrica. A presidente da Cootramat, Vera Lúcia de Souza Xavier, estima um prejuízo de, no mínimo, R$ 2 mil. "O incêndio foi dentro da cooperativa, o mato ao redor nem pegou fogo, por isso, acreditamos que seja um incêndio criminoso. O fogo ficou bem na parte onde estavam os plásticos prontos para a venda. Só ali, perdemos, pelo menos, R$ 2 mil que seriam utilizados para os nossos salários e manutenção da cooperativa", afirma. Ainda não há parecer da Polícia Científica sobre como o incêndio se iniciou.

ATIVIDADE SUSPENSA

Vera ainda salienta a preocupação em relação ao futuro da cooperativa, já que as atividades estão suspensas desde o ocorrido. "Somos em 14 famílias que dependem desse trabalho para termos nossos salários. Não estamos conseguindo entrar no prédio e não podemos continuar deixando o lixo lá, por conta de outras preocupações como a dengue, por exemplo. Enquanto isso, estamos parados, esperando alguma decisão a respeito da reforma", diz.

Ainda de acordo com a presidente da Cootramat, o local utilizado pela cooperativa é de propriedade da prefeitura, que já foi acionada por eles. "Nós não temos dinheiro em caixa, não temos condições de pagar pela reforma do barracão. Esperamos que destinem um novo espaço para continuarmos os trabalhos ou que ajudem com a reforma", afirma. "Também tenho pensado em fazer alguma campanha que possa nos ajudar, mas ainda não sabemos como será", conclui Vera.

Procurada pelo JC, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) informou, por meio de nota da assessoria, que aguarda o laudo de vistoria do técnico da pasta para definir a situação do barracão utilizado pela Cootramat.