08 de julho de 2026
Esportes

Ficam as conquistas


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Técnico com passagens por Corinthians, São Paulo e seleção brasileira feminina, Oswaldo Alvarez, conhecido pelo apelido Vadão, morreu nesta segunda-feira (25), em São Paulo, decorrente de complicações relacionadas a um câncer no fígado, o qual acabou evoluindo para outros órgãos.

O treinador foi diagnosticado com a doença em dezembro do ano passado, quando estava fazendo exames de rotina. Desde então, vinha realizando tratamento, mas teve de ser internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, no último dia 12. No entanto, o quadro de Vadão já era considerado grave e ele acabou não resistindo ao tratamento via quimioterapia e radioterapia.

Vadão, de 63 anos, deixa sua esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvares, que fazia a parte da assessoria de imprensa do pai.

NORUSCA, MOGI MIRIM, ETC.

Ele começou a sua carreira como meia esquerda nas categorias de base do Guarani e rodou por clubes como Noroeste (integrante elenco de 1978, mas de forma rápida), Catanduvense e Botafogo de Ribeirão Preto.

Ao mesmo tempo, ele se formou em Educação Física e acabou aceitando o convite para ser preparador físico da Portuguesa. Iniciou a carreira de treinador no Mogi Mirim por convite do histórico presidente Wilson Barros. Lá foi responsável por montar o "Carrossel Caipira" no início dos anos 1990.

Este time, na época, usava um esquema tático parecido com a da seleção da Holanda, com troca de posições entre os jogadores, que revolucionou o futebol em 1974 na Copa do Mundo da Alemanha sob a batuta de Johan Cruyff. O Mogi Mirim contava ainda com bons jogadores como o trio ofensivo formado por Rivaldo, Leto e Válber, além do zagueiro Capone, que executava bem o papel de líbero.

O técnico ainda comandou Guarani, XV de Piracicaba, Athetico-PR, Corinthians, São Paulo, Ponte Preta, Bahia, Goiás, Sport, dentre muitos outros. Ele foi campeão do Torneio Rio-São Paulo em 2001 pelo São Paulo com um time jovem e que tinha como destaque o meia Kaká, lançado por ele aos 16 anos.

Foi vice-campeão brasileiro da Série B em 2009 e vice do Campeonato Paulista pelo Guarani em 2012. Ele teve cinco passagens pelo clube de Campinas, em um total de 204 jogos. É tratado com idolatria também pela arquirrival Ponte Preta, time o qual dirigiu em quatro oportunidades.