10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bancos adiam cobrança de tarifa sobre especial

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - A partir de 1 de junho, bancos poderiam cobrar tarifa sobre o limite do cheque especial oferecido a seus clientes. Em meio à pressão do Senado para reduzir ainda mais o juro e uma pandemia, as grandes instituições financeiras decidiram adiar a cobrança.

Desde janeiro, o juro do especial está limitado a 8% ao mês por uma decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). Antes da nova regra, bancos cobravam em média 12,4% ao mês. Para compensar a queda de receita, o CMN permitiu que bancos cobrassem tarifa de seus clientes para ter o crédito disponível. A taxa de 0,25% incidiria sobre limites superiores a R$ 500.

A possibilidade de cobrar tarifa no cheque especial era demanda antiga dos bancos, que afirmavam ter custos para manter o crédito disponível, mas não eram remunerados pelo serviço caso o cliente não utilizasse a linha. Quando foram autorizados a cobrar a tarifa de novos clientes, em janeiro, os grandes bancos decidiram pelo adiamento.

Banco do Brasil, Itaú e Santander reafirmaram em nota que não cobrarão a tarifa de todos os clientes a partir de junho. A Caixa não respondeu ao pedido de informação. Já o Bradesco, apesar de ter afirmado por meio de sua assessoria que manteria a isenção a seus clientes, informava no seu site que a cobrança da tarifa começaria em 1 de junho.

A possibilidade de impor mais tarifa a clientes chega em momento em que os bancos estão sob forte pressão. Neste mês, o Senado chegou a discutir proposta para limitar a 20% ao ano a taxa de juro do cheque especial - 1,53% ao mês.

Depois da pressão dos bancos sobre os senadores, o texto foi retirado da pauta.