10 de julho de 2026
Nacional

Parlamento da China aprova lei de segurança para Hong Kong

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - O Parlamento da China aprovou nesta quinta (28) a decisão de levar adiante uma legislação de segurança nacional para Hong Kong que ativistas pró-democracia da cidade e países ocidentais temem que irá afetar as liberdades de Hong Kong e ameaçar seu papel de polo financeiro global.

A China diz que a legislação almeja combater a secessão, a subversão, o terrorismo e a interferência estrangeira na cidade, mas o plano revelado por Pequim, semana passada, desencadeou os primeiros grandes protestos em Hong Kong em meses.

O batalhão de choque compareceu em peso enquanto parlamentares debatiam um projeto de lei para criminalizar o desrespeito ao hino nacional chinês, e os EUA aumentaram a pressão visando preservar a autonomia da cidade. Dezenas de manifestantes se reuniram em um shopping center para gritar frases de efeito, mas não houve tumultos.

A lei de segurança do governo chinês para a cidade está atiçando, em Hong Kong e além, o temor de que Pequim esteja impondo sua autoridade e reduzindo o alto grau de autonomia de que a ex-colônia britânica desfruta graças à fórmula "um país, dois sistemas" desde que voltou ao controle chinês em 1997.

Membros do Congresso Nacional do Povo, Parlamento chinês essencialmente protocolar, presentes no Grande Salão do Povo, situado a oeste da Praça da Paz Celestial de Pequim, aplaudiram quando a contagem mostrou 2.878 votos a favor, seis abstenções e um voto contra o avanço da legislação. Acredita-se que os detalhes da lei serão delineados nas próximas semanas.

Autoridades chinesas e o governo de Hong Kong, apoiado por Pequim, dizem que o alto grau de autonomia da cidade não está ameaçado e que a nova lei de segurança terá um foco específico. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que a lei será boa para a estabilidade e a prosperidade de Hong Kong, especialmente no longo prazo.