10 de julho de 2026
Nacional

OMS avalia que o Brasil ainda não chegou ao pior da pandemia

FolhaPress
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Genebra - O pior da pandemia ainda não chegou para o Brasil, afirmou nesta segunda (1) o diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan.

Segundo ele, o Brasil - entre outros países da América Central e do Sul - está entre os que têm registrado os maiores aumentos diários de casos da doença, com transmissão ainda fora de controle.

"Claramente a situação em alguns países sul-americanos está longe da estabilidade. Houve um crescimento rápido dos casos e os sistemas de saúde estão sob pressão", disse Ryan.

Segundo ele, o pico do contágio ainda não chegou, "e no momento não é possível prever quando chegará".

O diretor-executivo da OMS afirmou que a densidade urbana e o grande número de pessoas mais pobres na cidade são fatores que dificultam o risco da doença, mas que políticas públicas implantadas no sul da Ásia e na África conseguiram estabilizar a gravidade da doença, enquanto no Brasil e em outros países latino-americanos ela ainda cresce com velocidade progressiva e ameaça os sistemas de saúde.

Segundo ele, nas Américas, "houve respostas diferentes entre os países, e há bons exemplos de governos que adotaram abordagens científicas, enquanto em outros países vemos uma ausência ou uma fraqueza nisso".

"O que precisamos agora é mostrar nossa solidariedade e trabalhar com esses países para que eles consigam controlar a epidemia", disse Ryan.