Nova York - Stephen Jackson atuou na NBA entre os anos 2000 e 2014 e chegou ao ápice da carreira ainda em 2003, quando conquistou o título com o San Antonio Spurs. Com média de 15 pontos por partida durante a trajetória na liga, o ex-ala de 42 anos se tornou um dos nomes mais comentados nos EUA por assumir um papel de liderança no caso George Floyd.
Jackson era amigo e chamava Floyd de "gêmeo" pela semelhança física. O "irmão de outro sangue" do antigo ala se tornou símbolo de revolta popular na cidade de Minneapolis após ser asfixiado até a morte pelo policial Derek Chauvin, acusado na sexta-feira (29) por homicídio culposo.
Depois de se manifestar nas redes sociais sobre o caso que choca os Estados Unidos, o ex-ala viajou até o estado de Minnesota e assumiu papel de liderança nos protestos.
"Estou aqui porque eles não vão duvidar do caráter de George Floyd, meu gêmeo. Muitas vezes quando a polícia faz coisas que sabem que estão erradas, a primeira coisa que tentam é encobrir e usar seus antecedentes para fazer parecer que valeu a pena aquele ato", disse Jackson.
"Quando um assassinato vale a pena? Mas, se for um homem preto, é aprovado. Você não pode me dizer 'estou protegido' quando aquele homem estava com o joelho no pescoço do meu irmão", acrescentou o ex-jogador de Spurs e Warriors.