10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Ajuste fica de lado e dívida bruta chegará a 94% do PIB

FolhaPress
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Brasília - O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou, nesta segunda-feira (1º), que o ajuste fiscal, por enquanto, "fica de lado, volta no próximo ano".

Em evento virtual promovido pelo portal Focus.jor, Mansueto disse que o desafio, com a pandemia do novo coronavírus, é gastar com saúde e o que for necessário para tratar a questão da Covid-19.

Ele afirmou que a dívida bruta brasileira deve encerrar o ano em 94% do PIB (Produto Interno Bruto).

"Em 2015 a Selic passava de 14% ao ano. Se a taxa continuasse nesse patamar, a dívida estaria em trajetória insustentável. Agora, com a Selic a 3% ao ano, o serviço da dívida é muito menor", disse.

Na transmissão, ele reforçou a importância da continuidade das reformas econômicas que estão em tramitação no Congresso Nacional.

"Se já era importante crescer antes da crise, depois da crise será ainda mais importante", afirmou.

Ele também defendeu que seja feita uma reforma tributária depois da crise.

"O Brasil tem sistema tributário caótico, que deixa grande dor de cabeça nos empresários, a gente precisa encarar o desafio de aprovar uma reforma tributária nesse país, e para isso será necessário muito diálogo político", ressaltou.

Para Mansueto, é preciso reduzir a carga tributária.