08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Coisas estranhas acontecem

Toninho Pina
| Tempo de leitura: 2 min

Como de costume, ontem assisti pela televisão à sessão presencial da Câmara Municipal de Bauru. Fiquei surpreso com o ambiente, todos os vereadores de máscaras e um longe do outro, conforme determina a OMS e como sempre muito bem presidida pelo presidente da Casa de Leis.

Como sempre, as surpresas acontecem. No decorrer da sessão o vereador Natalino solicitou a palavra e disse que haveria a necessidade de voltar com a CEI da Cohab e o edil Markinho de Souza, líder do prefeito, intempestivamente vai ao microfone e se manifesta no sentido de sair da comissão que averigua as irregularidades que foram praticadas pela diretoria dessa empresa de habitação no período em que estiveram no poder, ou seja, de 2005 a 2019. Essas irregularidades se referem ao desvio de dinheiro que, corrigido até o presente mês, já monta em R$ 120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais), que seriam para pagar a dívida do Seguro Habitacional.

Aí começa o imbróglio: por que sair da comissão, por que não dar sequência nas oitivas, por que, por que e porquê? Tudo estranho, não? Diante do fato da deserção do "líder do prefeito", houve a necessidade de que outro vereador assumisse a vaga deixada.

Aí vem a competência e experiência do presidente da Casa. Para não deixar a peteca cair e no sentido de que a CEI não fosse arquivada sem a devida conclusão por falta de mais um vereador, solicitou que algum edil se manifestasse para ocupar essa vaga.

Para não deixar a peteca cair, como já foi mencionado anteriormente, também o vereador Edvaldo Minhano, que já é relator da CEI da ETE do DAE, aceitou a retomada e a relatoria da CEI da famigerada Companhia de Habitação Popular de Bauru.

Parabéns a esse vereador a quem eu já tinha muito respeito e com essa atitude aumentou significativamente. Agora, o Markinho de Souza tem a minha total reprovação. Não é com esse comportamento que vai se reeleger.

Ops, já ia me esquecendo: pela minha contagem, o Natalino, durante as suas falas, mencionou a palavra "realmente" 47 vezes...