10 de julho de 2026
Geral

Empresa abre mil novas vagas para telemarketing

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Pessoas que estão em busca de recolocação no mercado de trabalho, incluindo aquelas que perderam seus empregos por conta da pandemia do novo coronavírus, terão nova oportunidade. A Paschoalotto Serviços Financeiros divulgou a abertura de 1 mil vagas para operadores de telesserviços e o recrutamento já foi iniciado. A previsão é de que todos os postos sejam preenchidos dentro dos próximos 30 dias.

Segundo o vice-presidente da Paschoalotto, Eric Garmes de Oliveira, serão aproximadamente 900 vagas para Bauru e outras 100 para a unidade de Agudos. Os candidatos devem ter mais de 18 anos, Ensino Médio completo e disponibilidade de horário.

Não há exigência de experiência na área e currículos de aposentados ou pessoas com deficiência também são bem-vindos. "O recrutamento poderá ser feito de maneira presencial, mas também online, por videoconferência. Vale destacar, ainda, que algumas vagas serão para trabalho em home office", detalha.

O interesse na vaga deve ser registrado no site do programa Emprega Bauru (http://sites.bauru.sp.gov.br/empregabauru) ou por mensagem no telefone (14) 99125-3917, diretamente com a Paschoalotto. Dúvidas também podem ser sanadas neste número ou por meio do e-mail do Emprega Bauru (empregabauru@bauru.sp.gov.br).

"Por meio do Emprega ou diretamente com a empresa, os interessados terão a mesma oportunidade. Quem seleciona os candidatos e analisa os currículos é a Paschoalotto. O Emprega Bauru é apenas uma plataforma, que media o contato entre trabalhadores e empresas", explica a titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon), Aline Fogolin.

Apesar da alta rotatividade de empregados característica do setor de call center, a expectativa é de que a abertura destas 1 mil novas vagas ajudem a amenizar a queda no nível de emprego em Bauru, que registrou o fechamento de quase 3 mil postos de trabalho com carteira assinada somente em abril.

DEMANDA

Em maio, segundo especialistas, o resultado tende a ser ainda pior. "É uma oportunidade para as pessoas passarem por este momento com menos dificuldade e, ainda, iniciarem uma carreira nova", observa Eric Garmes de Oliveira.

Ele explica que a abertura de um número tão expressivo de vagas tem relação direta com o momento econômico atravessado pelo País. Por conta da crise provocada pela Covid-19, muitos empreendimentos acabaram fechando, trabalhadores perderam o emprego e empresários ficaram com contas no vermelho.

"Agora, as pessoas ainda estão recebendo seguro-desemprego, ainda estão utilizando suas reservas. Os índices de inadimplência ainda tendem a aumentar em torno de uns 20% e, por isso, o segmento de call center está sendo bastante demandado. Quando a economia fica ruim, cresce a inadimplência e há necessidade de mais pessoas trabalhando na recuperação de crédito. E, para contratarmos mil pessoas, é um processo que demora 30, 40 dias, então, os clientes (empresas que possuem valores a receber) se antecipam", detalha.

Ainda de acordo com Oliveira, por conta da crise, estes clientes tendem a migrar suas operações para empresas de call center que possuem maior solidez e confiabilidade. "Alguns call centers não estavam bem preparados e acabam perdendo alguns contratos", completa.