11 de julho de 2026
Nacional

Bolsonaro chama manifestantes contra seu governo de 'terroristas'

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que os manifestantes que foram às ruas contra seu governo são, na verdade, "terroristas". Pelo Twitter Bolsonaro disse os promotores do "caos" e os que se valem da violência como forma de protesto não são meros manifestantes.

"Quem promove o caos, queima a bandeira nacional e usa da violência como uma forma de 'protestar' é terrorista sim! Manifestante, contra ou a favor do governo, é outra coisa", publicou Bolsonaro.

TUÍTE

O tuíte foi acompanhado do link de uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo intitulada "Bolsonaro chama manifestantes contra seu governo de terroristas", que reproduzia uma fala de terça-feira à noite do presidente da República.

Na ocasião, Bolsonaro falou que os manifestantes antifascistas que foram à Avenida Paulista no último domingo são "terroristas" e "marginais".

MOURÃO

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, criticou as manifestações contrárias ao governo ocorridas no último domingo (31) e a tentativa de associação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com regimes nazistas e ditatoriais.

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, Mourão chama os manifestantes de "baderneiros" e diz que é "desonesto" fazer qualquer tipo de relação do atual governo com o nazismo.

No texto, o vice-presidente Mourão sugere que os manifestantes estejam sendo usados como massa de manobra e questiona quais seriam os objetivos daqueles que estariam por trás desses protestos. "Aonde querem chegar? A incendiar as ruas do país, como em 2013? A ensanguentá-las, como aconteceu em outros países? Isso pode servir para muita coisa, jamais para para defender a democracia. E o país já aprendeu quanto custa esse erro."

NAZISMO E DITADURA

O vice-presidente também disse que é "forçar demais a mão" tentar associar o governo Bolsonaro ao regime nazista da Alemanha.

"Tal tipo de associação, praticada até por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no exercício do cargo, além de irresponsável, é intelectualmente desonesta", declarou.