11 de julho de 2026
Política

Procurador fala em influência de Gasparini no governo


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O procurador jurídico da Prefeitura de Bauru, Maurício Porto, participou ontem de oitiva da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Cohab. Ao ser questionado pelos vereadores, Porto afirmou que o ex-presidente da Cohab, Edison Bastos Gasparini Jr., teve forte influência em decisões dos governos de Rodrigo Agostinho (PSB) e de Clodoaldo Gazzetta (PSDB). No caso do atual governo, a participação teria diminuído nos últimos anos.

Já perto do final da oitiva, o vereador Edvaldo Minhano (Cidadania) falou em “relações escusas”, ao comentar os relatos da influência política exercida pelo ex-presidente da Cohab acerca de grandes questões da cidade, e não apenas sobre assuntos pertinentes ao órgão. Respondendo a questionamentos do vereador Coronel Meira (PSL), que não é membro, mas participou da reunião, Maurício Porto explicou que não participou da campanha que elegeu, pela primeira vez, o ex-prefeito Rodrigo Agostinho, tanto que só foi nomeado secretário após turbulenta saída de seu antecessor.

Perguntado sobre a participação de Gasparini na reeleição, o procurador jurídico ponderou que ele sempre foi um dos principais articuladores políticos na cidade, orientando decisões e avaliando consequências de atos do governo. Segundo Porto, era comum que o então presidente da Cohab telefonasse para passar orientações. “Já houve reuniões de secretariado que não começaram enquanto o Gasparini não chegava”, afirmou. O servidor não soube dizer, entretanto, se o ex-presidente contribuiu financeiramente ou na captação de recursos para campanhas eleitorais.

Não foram mencionadas supostas interferências políticas de Gasparini Jr. na gestão Tuga Angerami, que o nomeou para o comando da companhia de habitação. Ao JC, o prefeito Clodoaldo Gazzetta afirma que Gasparini Jr. atuou como coordenador político, mas não interferiu em decisões de seu governo. O ex-prefeito Rodrigo Agostinho afirma que o então presidente da Cohab mantinha uma boa relação com vários setores políticos de Bauru, mas não participava assiduamente de reuniões de primeiro escalão. Rodrigo disse que Gasparini Jr. não interferia em suas decisões.