09 de julho de 2026
Geral

Reabertura do comércio completa uma semana de nova rotina para o Centro

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Pelas sete quadras do Calçadão da Batista de Carvalho e ruas transversais, o movimento de pessoas é intenso. Na primeira semana de retomada do funcionamento das lojas, depois de 70 dias de quarentena, o vai e vem de pessoas foi bem mais acentuado do que era antes da pandemia do novo coronavírus.

Mas essa não é a única novidade. Após o período de suspensão das atividades do comércio, muita coisa mudou no cenário da região central. Agora, por exigência legal, as pessoas circulam com máscaras de proteção - nem todas, infelizmente - e há controle para entrada dos clientes.

Termômetros e álcool em gel passaram a fazer parte da rotina. Lojistas, ambulantes, funcionários e consumidores ainda se adaptam ao novo momento, que requer responsabilidade e criatividade para adequar a necessidade de retomada da economia com as exigências sanitárias para evitar a disseminação descontrolada do novo coronavírus.

Em uma loja de artigos para artesanato na rua Azarias Leite, os clientes passaram a ter atendimento individualizado - uma saída encontrada pelo estabelecimento para controlar melhor a circulação de pessoas no local. "São 12 vendedoras e, por isso, só entram 12 clientes por vez. Se não houver vendedoras disponíveis, a pessoa vai aguardar do lado de fora, respeitando o distanciamento que está demarcado na calçada", detalha a gerente Rosemeire Ferreira Bastos.

A medida também contribui para agilizar as compras e, assim, reduzir o tempo de espera de clientes na fila. Para evitar maior tumulto do lado de fora, o estabelecimento continua trabalhando com encomendas por WhatsApp, com entrega por delivery ou retirada na porta. Em toda a loja, assim como na entrada, há álcool em gel disponível para higienização das mãos. Trata-se de uma precaução adotada por praticamente todo o comércio do Centro, como é o caso de uma loja de utensílios domésticos na Ezequiel Ramos.

Outra prática comum é a separação da porta para fluxos de entrada e saída de consumidores, além de uso de organizadores de fila com correntes na calçada. "Fora esse controle, alertamos, de meia em meia hora, pelo sistema de som da loja, as pessoas para que mantenham distanciamento social", acrescenta o gerente José Renato de Almeida.

Em uma loja de confecções da Batista, até mesmo a temperatura é aferida na porta. Como a prova de produtos está proibida neste momento da flexibilização do comércio, a entrada no provador do estabelecimento foi bloqueada. "Deixamos uma pessoa na loja só para cuidar do distanciamento, inclusive no caixa. Estamos seguindo tudo à risca. Objetivo é que o comércio continue aberto, porque sabemos o tamanho do prejuízo que tivemos nos últimos dois meses", comenta o gerente Alcindo Junior.