09 de julho de 2026
Nacional

Comércio: retomada econômica deverá ocorrer em 6 meses


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São Paulo - Para 74% dos empresários, o início da recuperação econômica deve ocorrer a partir de 6 meses de acordo com a pesquisa "Respostas à crise da covid-19", realizada pela Deloitte.

Das 662 empresas consultadas, 40% acreditam que a recuperação efetiva deverá acontecer a partir do ano que vem. Neste recorte estão os segmentos de comércio, construção, bens de consumo, saúde e farmacêutica, veículos e autopeças, transporte e logística e turismo, hotelaria e lazer.

Outros 34% veem possibilidade de melhora já neste próximo, com destaque para os setores de educação, alimentos, tecnologia da informação e telecomunicações, extração mineral e metalurgia.

Os empresários destacaram a redução nas receitas/vendas como principal obstáculo nos 100 primeiros dias após a decretação da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dos 67% que apontaram redução de receitas, 47% indicam queda mediana, enquanto 20% apontam para uma diminuição consistente dos indicadores. Outros 18% dos entrevistados acreditam que as receitas devem permanecer estáveis, enquanto 15% acreditam em um aumento do faturamento.

Por outro lado, 68% das companhias indicaram que os custos também devem registrar queda: a redução é esperada por 54%, enquanto 14% apontam redução forte. Outros 19% apontam manutenção dos indicadores e 13% acreditam em aumento de custos. A Deloitte aponta que o endividamento dos setores como um todo deve crescer, mas os de construção, associação e ONGs e extração mineral devem ser menos afetados.

Os segmentos com maiores reduções no volume de serviços desde o início da pandemia foram turismo, hotelaria e lazer, além de veículos e autopeças. Já tecnologia da informação e telecomunicações registraram aumento no volume de serviços, enquanto atividades financeiras e alimentação mantiveram o patamar.

A pesquisa aponta ainda que as empresas estão focadas em responder à crise da covid-19, aumentando volume de produção e investimentos, ao mesmo tempo em que diminuem custos e despesas para manter o quadro de funcionários.

De acordo com a Deloitte, 65% dos executivos ouvidos afirmaram que o quadro de pessoal permanece estável. Entre os setores com maior redução de equipes estão comércio, turismo hotelaria e lazer, e veículos e transportes. O único segmento a aumentar o quadro de funcionários é o de utilidade pública, enquanto alimentação, atividades financeiras e saúde e farmacêutica devem manter o quadro estável.

Todos os setores apontaram queda na capacidade de pagamento dos clientes, com situação ligeiramente melhor para alimentação, atividades financeiras, saúde e farmacêutica e extração mineral.