10 de julho de 2026
Nacional

Assintomáticos 'muito raramente' transmitem a Covid-19, diz OMS

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Bruxelas - Maria Van Kerkhove, chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou hoje que pacientes assintomáticos do novo coronavírus não estão impulsionando a disseminação da Covid-19.

"A partir dos dados que temos, ainda parece ser raro que uma pessoa assintomática realmente transmita adiante para um indivíduo secundário", disse Van Kerkhove, em entrevista na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). "É muito raro.

A entrevista dela foi publicada pelo portal UOL.

NOVAS PESQUISAS

De acordo com Van Kerkhove, as ações dos governos devem se concentrar na detecção e isolamento de pessoas infectadas com sintomas e no rastreamento de qualquer pessoa que possa ter entrado em contato com elas. A médica reconheceu que alguns estudos indicaram disseminação assintomática ou pré-sintomática em lares de idosos e em ambientes domésticos.... - 

Porém, Van Kerkhove declarou que são necessárias mais pesquisas e dados para "responder verdadeiramente" à questão se o coronavírus pode se espalhar amplamente por pessoas assintomáticas. "Temos vários relatórios de países que estão realizando rastreamento de contatos muito detalhado", disse ela. "Eles estão seguindo casos assintomáticos. Eles estão seguindo contatos. E eles não estão encontrando transmissão secundária em diante. É muito raro."

BRASIL

Também nesta segunda-feira (8), Michael Ryan diretor-executivo da OMS fez análise sobre o momento brasileiro:  "É muito importante que haja coerência nas mensagens sobre a pandemia de coronavírus, para que as pessoas possam confiar nelas, possam entender onde está a doença e avaliar seu risco", afirmou nesta segunda (8) o diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan.

O diretor afirmou ainda que a comunidade científica e técnica latino-americana já demonstrou excelente desempenho no combate de doenças contagiosas, como sarampo e cólera, por exemplo, e que os governos precisam começar a apoiá-los para vencer o coronavírus.

"Governos da América do Sul e Central precisam trabalhar de maneira coordenada com suas equipes de saúde pública e seus cientistas, que são excelentes, para controlar a doença", disse ele.