10 de julho de 2026
Nacional

Rodrigo Maia sugere cortar salários nos 3 Poderes

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Apesar de o governo dar como certa a prorrogação do auxílio emergencial por um valor menor do que os atuais R$ 600, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que uma redução no benefício precisa passar pelo Congresso Nacional. Ele sugeriu um corte linear nos salários de membros dos três Poderes para bancar o benefício no valor de R$ 600 por mais tempo.

"O governo tem autorização para renovar a renda emergencial pelo mesmo valor, a lei não permite reduzir o valor. Se o governo for reduzir o valor, precisa encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta que será votada com urgência certamente pela Câmara e pelo Senado", declarou.

DIÁLOGO

O presidente da Casa disse que deputados e senadores estão abertos para dialogar sobre reduções de salários para bancar as novas parcelas do auxílio no valor de R$ 600.

"Se todos os Poderes topassem cortar um valor que seja por seis meses, 10%, ou um porcentual maior por menos tempo, para garantir os R$ 600, eu tenho certeza que o Parlamento vai participar e vai defender. Não tem nenhum problema", afirmou.

Maia, contudo, ressaltou que o salário dos parlamentares não seria suficiente para cobrir as despesas. "O salário dos parlamentares em relação aos custos tem uma diferença um pouco grande. Vai ficar distante para cobrir, mas se todos os três Poderes estiverem de acordo para cortar salários por alguns meses, para garantir os R$ 600, o Parlamento está disposto a sentar na mesa e conversar."

RENDA MÍNIMA

Sobre o debate relacionado à renda mínima, Maia afirmou que é uma discussão fundamental, mas que a mudança não é feita "da noite para o dia". "Renda mínima é um debate fundamental. Temos muitos programas que têm pouca efetividade, que atendem mal com foco distorcido em relação à base da sociedade", disse.

Ele defendeu um debate ampliado do tema no Congresso. "Acredito que esse debate vai continuar depois da pandemia e vai ser feito um debate no Parlamento", disse.