10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Crise pode derrubar PIB do Brasil entre 7,4% e 9,1%

FolhaPress
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São Paulo  - O mundo pode sofrer uma segunda onda de disseminação do coronavírus no último trimestre deste ano, o que ampliaria a contração da economia brasileira em 2020 de 7,4% para 9,1%, segundo estimativas divulgadas nesta quarta-feira (10) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

De acordo com a organização, há 50% de chances de que vários países sejam obrigados a retomar, nos últimos três meses do ano, as medidas de isolamento que começaram a ser flexibilizadas nas últimas semanas.

Se esse cenário mais pessimista se confirmar, o impacto sobre a atividade deverá ser menor, metade da contração registrada por causa da primeira onda de contaminação. Ainda assim, adiará a recuperação da economia mundial.

A retração global é projetada pela OCDE em 6% no cenário mais otimista, no qual a reabertura segue gradualmente, voltando ao nível pré-crise em 2021. A queda estimada no cenário mais pessimista é de 7,6%.

Segundo a instituição, enquanto nenhuma vacina ou tratamento estiver amplamente disponível, os formuladores de políticas ao redor do mundo continuarão a "andar na corda bamba", e os principais instrumentos para combater a propagação do vírus serão distanciamento social, testagem, rastreamento e isolamento. Essas medidas, no entanto, podem não ser suficientes para impedir um segundo surto do vírus.

No caso brasileiro, a OCDE estima uma queda no PIB (Produto Interno Bruto) de 7,4% em um cenário em que seja possível seguir com a flexibilização. Uma segunda onda ampliaria a queda na atividade para 9,1% em 2020, atingindo tanto o consumo privado como os investimentos no final do ano.