09 de julho de 2026
Internacional

Estátuas de Colombo são destruídas em protestos nos EUA

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Ao menos duas estátuas de Cristóvão Colombo foram atacadas nos Estados Unidos nas últimas horas, em meio à onda de protestos antirracistas que se espalhou pelo mundo nas últimas semanas.

Uma estátua de Colombo foi derrubada, incendiada e jogada em um lago em Richmond, na Virgínia, na noite de terça (9).Em Boston, outra imagem do navegador, instalada em um parque, foi encontrada com a cabeça decepada na manhã desta quarta-feira (10).

ENTENDA

Colombo é apontado como o primeiro europeu a chegar à América, em 1492. Após sua chegada, o continente foi colonizado pelos europeus, que mataram ou escravizaram milhares de habitantes locais.

Por isso, movimentos indígenas criticam as homenagens a Colombo, que nos EUA é celebrado em um feriado, em outubro, pois sua chegada à América é tida como o marco inicial da história do continente. Essa visão, no entanto, ignora a história dos nativos, que viviam na região há centenas de anos e inclusive criaram impérios, como o Asteca e o Inca.

A onda de protestos antirracistas começou após a morte de George Floyd, em 25 de maio. Floyd, que é Negro, ele foi sufocado por um policial branco, que forçou o joelho sobre seu pescoço. Os agentes envolvidos no caso foram presos e aguardam julgamento. Floyd foi enterrado na terça (9), após uma série de homenagens.

Além de questionar a violência policial, os protestos passaram a criticar homenagens a personalidades do passado que tiveram envolvimento com a escravidão.

No domingo (7), em Bristol, na Inglaterra, manifestantes usaram cordas para derrubar uma estátua de Edward Colston, feita de bronze e erigida em 1895. Ela foi em seguida jogada em um rio que corta a cidade. Colston foi traficante de escravos e membro do Parlamento britânico no século 17.

Em resposta às demandas dos londrinos que saíram às ruas no fim de semana, o prefeito da cidade, Sadiq Khan, anunciou que revisará a conveniência de se ter estátuas ou nomes de logradouros públicos em homenagem a pessoas ligadas à escravidão.