08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Alcovas reais

Sônyah Moreira - sonyah.moreira@gmail.com
| Tempo de leitura: 3 min

O sexo sempre esteve entre os assuntos mais intensos de toda a história da humanidade. A plebe sempre se ocupou disso, principalmente as puladas de cerca dos membros das famílias dos governantes. No tempo de colônia, isso era assunto preferido nas tavernas, as picantes histórias da alcova do imperador, com quem ele se deitava... e assim por diante. Era comum debaterem isso e deliciar-se com as piadas que surgiam, e muitos apelidos foram forjados pelos boêmios embriagados com vinho barato.

Outro assunto recorrente era sobre o pecado da gula, os excessos das mesas palacianas. Os nobres sempre se lambuzaram de vinhos raríssimos e iguarias gastronômicas. Os reles mortais jamais imaginam que possam existir comidas tão requintadas, porém, todos esses banquetes da corte eram e continuam desgraçadamente, sendo pagos pelo sacrifício e suor do povo. E hoje continuamos a nos indignar, com uma justificativa chula, como o exemplo de desligar o aquecedor da piscina do palácio!

Em um país cuja maioria da população não dispõe do conforto de um chuveiro quente e saneamento básico, pra ser elegante é no mínimo gozar com orgasmos múltiplos na cara da plebe, literalmente falando! E, infelizmente, isso acontece desde os tempos do descobrimento. Antes colônia de um país europeu, e agora colônia de uma cidade chamada Brasília. Oh! Retrocesso!

Esses luxos faraônicos e mais as promiscuidade da corte sempre existiu, continuamos a ser senzala e casa grande, o povo vivendo das migalhas de nossos feitores. Nesse momento caótico do qual está passando nosso país, volta-se a baila esses assuntos sórdidos, e detalhe, exposto em rede nacional pelo o próprio mandatário. Descobrimos deslizes cometidos pela parentada, não que família seja perfeita, independentemente de classe social, sempre há uma ovelha negra, todavia, é desnecessário lavar as roupas sujas em público. Pura demonstração de machismo vangloriar-se das aventuras amorosas e sexuais de seu filho, com metade das mulheres moradoras de seu feudo, é deverás abominável.

O momento é dramático, tanto na saúde pública, quanto na economia, a recessão bate incessantemente em nossas portas. Precisamos de ações eficazes, e não saber de detalhes sórdidos dos deslizes da sogra, ou da mãe da sogra, e do desempenho sexual de seus rebentos, chega! Não nos interessa essas desventuras da corte. Penso que o senso de ridículo, e a cara de pau, ultrapassaram todos os limites aceitáveis, seremos nós um povo amaldiçoado? No início de nossa breve história, tivemos até um infante, um príncipe deixado para trás por seus pais. Mal sabia ele que ao brincar com seus carrinhos, estaria a governar um continente!

Hoje no auge de nossos mais de 500 anos, estamos ainda, sendo governados por crianças. Continuamos o mesmo país gigantesco, somente os brinquedos do mandatário é que são outros. Esse atual infante sexagenário ao invés de carrinhos adora armas de fogo, e de se exibir em estandes de tiro ao alvo, volta pra Terra cara! Saia desse conto de fadas, e venha ver a realidade do povo desse país.

A briga de comadres, o 'eu posso mais que você', levará o país e suas capitanias à bancarrota. Chega de pão e circo, basta!

Discursos com ares de ditadores, onde se percebe claramente o desprezo aos outros. Mandatários que adoram a frase "Eu que mando", típico de pessoas mal educadas, arrogantes e egocêntricas. Analisando as atitudes de alguns senhores do poder, é provável que tenham sérios problemas psicológicos, nutrem ódio aos que são contrários aos seus pensamentos. Parece ter transtorno de personalidade. A mania absurda de perseguição está a olhos vistos, mesmo para os menos esclarecidos "todos são contra mim"!

Somente Freud poderia explicar esse desequilíbrio emocional, que chega ser gritante. A espuma nos cantos da boca, olhos arregalados, e todo gestual de emoções descontroladas, isso retrata o despreparo de um ser que foi, infelizmente, levado ao ápice do maior cargo que é o comando de uma grande nação.

Lembrando a todos que, os acontecimentos narrados acima é uma obra de ficção, não condiz com a realidade. Caso haja alguma semelhança com fatos e pessoas, deixo claro que não passam de mera coincidência, tudo fruto de uma mente imaginativa, debochada e quiça, uma rebelde sem causa!

A verdade é que seria impossível uma nação, por mais imatura que fosse, conviver com tamanhos absurdos. Vocês não acham?