Outro dia, logo cedo, vi e ouvi o nosso presidente, bonde andando, não sei bem de onde falava. Ele dizia ou sugeria que seus correligionários dessem um "jeito" de adentrar aos hospitais de campanha e fizessem uma contagem (fazendo, assim, tudo que o chefe mandar) para saber se estaria correto o número de acamados, para saber se governos estaduais e imprensa estão passando a perna no presidente, aumentando o número de infectados, para com isso atrapalhar o seu governo.
Não há como não se indignar com as estratégias usadas por aquele que tem histórico de atleta e manda que pessoas insensatas como ele invadam lugar sagrado e atrapalhem aqueles que lutam de verdade para salvar vidas em meio ao vírus mortal e que não faz distinção de país rico ou pobre.
Olhe, dizem que o fim está próximo, segundo videntes, desde Nostradamus até "astrólogos" mais contemporâneos. A própria Bíblia Sagrada deixa-nos pistas, muitas vezes difíceis de interpretar, onde a fé tem muito peso e faz mesmo mover montanhas. Entrando também o lado científico, nem sempre casa um com outro. A coisa está caminhando bem mal. Quantos sinais ainda precisaremos ter para crer?
"Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas // Dos anjos e dos guardiões // Ói, lá vem Deus // deslizando no céu entre brumas de mil megatons..." (Raul Seixas).