10 de julho de 2026
Internacional

'Só pensei em tirá-lo dali', diz ativista negro que salvou branco de ser espancado

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

"Não pensei em nada. Tinha um ser humano no chão, e vi que aquilo não ia acabar bem. Agachei e o carreguei nos ombros como fazem os bombeiros, para tirá-lo dali em segurança", disse o personal trainer Patrick Hutchinson sobre o momento em que impediu que um homem fosse espancado em Londres.

Imagens do homem negro carregando um branco para salvar sua vida viralizaram e correram o mundo.

O personal trainer, que também é especialista em artes marcial e trabalha com atletas de elite em Wimbledon (sudoeste de Londres), disse que decidiu ir aos protestos de sábado (13) com quatro amigos para tentar manter os manifestantes negros em segurança.

Conflitos eram esperados porque grupos de extrema direita haviam marcado um contraprotesto no mesmo dia, em defesa da estátua do primeiro-ministro Winston Churchill, na praça do Parlamento.

Com Hutchinson estavam o professor de artes marciais e diretor da empresa de segurança Ark Protection Pierre Noah, 47, o personal trainer e lutador de MMA Jamaine Facey, 35, o empresário e lutador de jiu-jítsu Chris Otokito, 37, e o consultor de segurança e especialista em artes marciais Lee Russell -as idades de Russell e Hutchinson não foram reveladas.

Após protestarem, os grupos de brancos entraram em choque com a polícia e, depois, com manifestantes negros perto da estação de Waterloo, onde Hutchinson e seus amigos estavam.

Chamado de herói, o personal trainer diz que não teria feito nada sem seus amigos. Segundo ele, foram Facey e Noah que viram o confronto entre hooligans e manifestantes negros.

"Os hooligans se dispersaram e deixaram um para trás." Quando o homem branco foi cercado e caiu, segundo Hutchinson, seus amigos formaram um cordão em volta dele.

"Cheguei depois e só pensei em tirá-lo dali. Meus amigos formaram um escudo ao redor de mim, garantindo minha passagem", afirmou ele em entrevistas a canais britânicos de TV.