Atlanta - Depois de um policial branco matar a tiros um homem negro na sexta (12), em Atlanta, a prefeita Keisha Lance Bottoms ordenou nesta segunda-feira (15) uma reforma da polícia local. Morte de negro pela polícia em Atlanta foi homicídio, diz autópsia. Legistas concluem que Rayshard Brooks, de 27 anos, morreu por perda de sangue e danos em órgãos após levar dois tiros nas costas. Caso levou a novos protestos contra a injustiça racial e a brutalidade policial nos EUA.
Um dia depois da morte, a chefe de polícia de Atlanta, Erika Shields renunciou ao cargo.
NOVA MANEIRA
A prefeita Bottoms, que é democrata e está sendo cotada para concorrer à vice-presidência na chapa de Joe Biden, disse que emitirá ordens exigindo que os policiais atenuem a maneira de lidar com as ocorrências e que oficiais intervenham no caso de presenciarem uso excessivo de força por um colega.
Ela afirmou esperar que o novo modelo seja um parâmetro para a cidade e "possivelmente" para o país.
Segundo falou em uma coletiva de imprensa nesta segunda (15), após a morte de Rayshard Brooks não se pode esperar que um conselho consultivo apresente recomendações para reformar a polícia. "Ficou claro que não temos mais um dia, um minuto, uma hora a perder."
MARCHA
Mais de mil pessoas marcharam em Atlanta nesta segunda (15), pedindo justiça por Brooks e por outros afro-americanos mortos pela polícia. "Estamos cansados e frustrados. Mas o mais importante é que estamos com o coração partido, por isso precisamos de justiça para Rayshard Brooks", disse sua prima, Tiara Brooks.
A 1.400 km de Atlanta, o Departamento de Polícia de Nova York determinou a transferência imediata de cerca de 600 policiais à paisana para novas funções, dentre as quais o policiamento de bairros e tarefas de detetive. O anúncio foi feito pelo comissário de polícia, Dermot Shea, também nesta segunda.