10 de julho de 2026
Política

Segalla critica falhas em estacas

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A paralisação de diferentes obras por falhas em estacas mostra uma falta de cuidado da Prefeitura de Bauru na revisão e fiscalização de projetos, especialmente da fundação, avalia o vereador José Roberto Segalla (DEM). Engenheiro mecânico, o presidente da Câmara criticou a recorrência da situação no município, conforme o JC revelou no último domingo.

Depois da construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa e da estrutura de apoio do estádio Milagrão, a nova sede do Corpo de Bombeiros também deve ser suspensa. Na ETE, a situação contribuiu para atraso da obra, que agora tem previsão de entrega em setembro do ano que vem.

Já na pista de atletismo do Milagrão, a construção também foi interrompida e após novas análises do projeto a obra foi retomada, com previsão de entrega para o final deste ano. Na nova sede dos Bombeiros, a suspensão da obra deve ser confirmada nesta semana, pois uma das estacas afundou.

Para o vereador, falta uma revisão mais detalhada nos projetos elaborados ou contratados pelo município. "Precisamos ver como a prefeitura pediu a sondagem de solo, antes da construção, pois a perfuração é realizada conforme a solicitação. Entre engenheiros e arquitetos, a prefeitura conta com 45 profissionais, não é possível ter a repetição do mesmo problema em tantas obras, sabendo que o solo de Bauru é arenoso e obriga um cuidado maior justamente na fundação. A parte principal de uma construção vem justamente na fundação, se não for bem feita, compromete todo o restante da obra", lembra.

ARQUIVOS

Outro assunto que preocupa o parlamentar é a perda dos arquivos digitais da prefeitura, ocorrida há mais de um ano e ainda sem solução. Conforme o JC mostrou no sábado (13), a empresa Digital Recovery, contratada para recuperar os dados, não entregou o serviço dentro do que estava previsto.

O município, portanto, não efetuou pagamentos. Além de planilhas, vários projetos não foram recuperados, principalmente da Seplan, Obras, Finanças e Administração. De acordo com Segalla, até projetos de reforma e construção de escolas acabaram se perdendo sem a recuperação dos arquivos digitais.