11 de julho de 2026
Política

Jair Bolsonaro critica Weintraub

FolhaPress
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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (15) que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não foi "muito prudente" nem deu "um bom recado" ao ter participado neste domingo (14) de uma manifestação em Brasília a favor do governo e contra o Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista à Band News, o presidente disse que o ministro não estava representando o governo federal ao ter comparecido ao protesto e que a sua presença criou "mais um problema" que ele tem buscado contornar.

"Eu acho que ele não foi muito prudente em participar da manifestação, apesar de não ter falado nada demais ali. Mas não foi um bom recado. Por quê? Porque ele não estava representando o governo. Ele estava representando a si próprio. Como tudo o que acontece cai no meu colo, é um problema que estamos tentando solucionar com o senhor Abraham Weintraub", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que não coordena ou convoca manifestações e que ele só participou de protestos pacíficos a favor de seu governo. Ele ressaltou que as crises recentes entre os Poderes são resultado de uma "constância em fustigar o governo".

Na entrevista, o presidente não foi questionado sobre a reunião que teve minutos antes com o próprio Weintraub.

Integrantes do governo disseram a ministros do STF que o titular da Educação deverá ser demitido em um gesto de paz à corte.

Ao mesmo tempo, o presidente busca uma saída honrosa para seu ministro, como um cargo no Planalto ou uma função diplomática no exterior.

CENTRÃO

Na mesma entrevista à TV Band News, que, apesar da recriação do Ministério da Comunicação, mantém a promessa de campanha de reduzir o número de ministérios e "toma lá dá cá".

"Nós não entregamos e ninguém do dito 'Centrão' me pediu ministério, estatais ou banco oficial. Então, nós estamos mantendo nosso compromisso de campanha. Assim está sendo feito e nós conseguimos nos aproximar desses partidos. Agora estamos sendo acusados de fisiologismo" disse Bolsonaro.

Segundo Bolsonaro, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) e genro do apresentador Sílvio Santos, indicado para comandar a pasta, é "amigo particular de muito tempo". "O Ministério das Comunicações começa não só com orçamento grande como muitas atribuições", disse Bolsonaro, que quer mudar a "comunicação interna com todo o Brasil".