08 de julho de 2026
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Arnaldo Pinzan
| Tempo de leitura: 3 min

Revisitando a minha biblioteca, resolvi reler o livro de Kenneth Jon Rose "O corpo humano no tempo - Uma máquina com sentimentos, reações e transformações", traduzido e publicado em português em 1989. Para seguir a minha linha de raciocínio neste momento, recorro a dois exemplos. Vamos imaginar ver as estrelas no céu na cidade, no campo e num observatório de astronomia.

Esse laboratório vai nos revelar um universo encantador, imenso, assustador e ao mesmo tempo pensamos: faço parte deste mistério. Cada vez mais observado e encontrado novidades. O segundo exemplo: fomos convidados para uma palestra de duração de apenas 5 minutos. Os palestrantes são médicos, antropólogos, zoólogos, matemáticos, psicólogos e aqui cabe o inúmero de disciplinas cursadas que compuseram essas profissões. Nesses 5 minutos, todos falarão ao mesmo tempo. Você terá a sensação de entrar numa grande festa, onde ouve vozes, mas não consegue entender nada do que cada um fala.

Depois, cada palestrante terá seu microfone aberto, somente para você, onde escutará o que cada um tem para dizer. Caberá a você, agora, reunir a mensagem dessa apresentação. É neste ponto que me refiro do livro. Levanta questões interessantes como: o quê acontece com seu corpo desde o instante da picada de um inseto, até a sua reação de dar-lhe um tapa. Milésimos de segundo entre esses extremos. Esse autor reuniu diversos especialistas que fazem a justaposição das peças que compõem esse quebra-cabeça.

Também relaciona situações onde seres humanos e outras espécies se comportam com o fenômeno extraordinário do nascimento de suas crias. A influência das diversas altitudes em todas as reações do corpo humano e sua fisiologia. Comparativamente, descobrimos que cada um tem um universo próprio, com diferenças e semelhantes reações. Uma vacina pode ter reações diversas, como inócua, moderada, grave e até levar a morte de um indivíduo. Eu e minhas 3 filhas que trabalhamos na odontologia não ficamos imunes à vacina contra a hepatite, sendo recomendado que se faça autovacina.

Nossa fisiologia é fantástica, com bilhões de células com seus devidos tempos de formação, atuação e descarte. Parecem as bilhões de estrelas vistas pelo telescópio. Diz a Bíblia, que Deus fez um boneco de barra e soprou-lhe a vida pelo nariz. Também faz uma dura informação: "do pó viestes e ao pó retornarás". Quem não seguirá esse roteiro? Entre a chegada e a partida, temos uma vida com suas emoções, alegrias, tristezas e que certamente, sofreram e ainda sofrerão transformações que nosso corpo tenta se adaptar, preservando a vida até onde for possível. Apesar desse livro conter os pensamentos vigentes no ano de 1989, muitas coisas permanecem, muitas mudaram com a evolução natural e muitas ainda mudarão sem que tenhamos tempo para ver.

Do telefone a manivela, operado pela telefonista, até o aparelho celular de multirrecursos que temos hoje, quanta tecnologia e ciência foram incorporados, mas a finalidade inicial de comunicação foi preservada, pois partimos da comunicação oral, passamos pelas cartas e estamos nas telinhas dessas maravilhas eletrônicas, num curtíssimo espaço de tempo. Meu querido e saudoso médico e amigo dr. Oswaldo Azenha participava de um grupo onde eram discutidos quais os avanços que impactariam a humanidade. Ele me ensinava coisas que não imaginava e que vejo acontecer. Como muitas mensagens com a mesma filosofia, ainda permanecem válidas: o que importa é a viagem e não o destino.

Enquanto estamos viajando, vamos curtir as diversas paisagens oferecidas.

Obrigado por viajar comigo nessa reflexão.