Brasília - O Brasil está em 11º no ranking de mortes da Covid-19 por milhão de habitante. O País tem 209 mortos por milhão, conforme o Ministério da Saúde - excluídas da comparação nações com menos de 150 mil habitantes e, por isso, mais sujeitas a distorções estatísticas. O índice de vítimas por milhão é usado como referência pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, no site Our World in Data. A Bélgica lidera, com 834 mortes por milhão e o Reino Unido é o segundo no mundo com 615 óbitos a cada um milhão de pessoas.
Se calculado desta forma (pela proporcionalidade mortes x população), o Brasil não fica entre os primeiros colocados no ranking mundial de óbitos e casos de coronavírus. Porém, nas últimas semanas, registramos novas vítimas em velocidade mais acelerada do que os líderes dessa lista e com isso o País vem 'ganhando' posições.
Em um mês, o País subiu 20 lugares na tabela de mortalidade: era 31º colocado no início do mês passado e hoje está em 11º, com 209 mortos por milhão, até as 17h da última terça-feira (15).
ENTENDA
Embora o Brasil seja o segundo em número absoluto de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, uma parte da sociedade, incluindo representantes e apoiadores do governo, sustenta que o índice por habitantes expressa de maneira mais fiel o panorama nacional.
Mesmo o Brasil estando melhor posicionado nos rankings internacionais pelo critério da proporcionalidade, isso não chega a ser uma boa notícia. Para se ter uma noção mais precisa do impacto da pandemia sobre a população, também é necessário observar em que estágio ela se encontra. E, nesse quesito, a situação brasileira preocupa em números absolutos ou relativos.
Neste mês, até agora, a taxa de óbitos por milhão cresceu 47% no país. Já as nações que atualmente lideram esse ranking avançaram bem menos: o índice subiu 1,8% na Bélgica e 7% no Reino Unido.