11 de julho de 2026
Esportes

Clubes 'furam' quarentena, treinam escondidos e irritam rivais


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Apesar do governador João Doria ter liberado os clubes do Campeonato Paulista a retornarem aos treinos somente em 1 de julho, alguns participantes do Estadual realizaram atividades secretas nas últimas semanas e irritaram os adversários.

Fontes ligadas a seis diferentes equipes da elite reclamam que times como Red Bull Bragantino, Ferroviária e Oeste desrespeitaram a quarentena e podem obter vantagem competitiva por terem feito trabalho físicos e com bola enquanto os demais estavam em isolamento social. A Federação Paulista de Futebol (FPF) foi procurada, mas não se posicionou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

Uma das equipes suspeitas de estarem há mais tempo em atividade é a Ferroviária. Mensagem enviada ao grupo de WhatsApp dos jogadores do time ainda no fim de abril e repassada pelos atletas da equipe para colegas de outros clubes, explica os procedimentos de trabalho no Estádio Fonte Luminosa e apresenta a explícita orientação para os atletas não filmarem nem divulgarem as atividades. Procurada, a Ferroviária negou que tenha voltado aos treinos e disse que criou uma estrutura no estádio e no centro de treinamento apenas para atender atletas que necessitassem de estrutura de fisioterapia e musculação para se recuperar de lesões.

Uma outra equipe suspeita de ter realizado trabalhos antes da liberação foi o Oeste. O time de Barueri foi fotografado e filmado em uma reportagem publicada pelo site Globo Esporte na última semana. Os jogadores estavam sem o uniforme do time enquanto treinam em um campo público de grama sintética na cidade. O clube preferiu não comentar o assunto.

O Bragantino, por sua vez, admitiu ter treinado no início deste mês após receber uma autorização da Prefeitura de Bragança Paulista. A informação enfureceu alguns outros times da elite durante reunião por videoconferência promovida pela FPF no dia 10 e levou a própria diretoria alvinegra a se desculpar. Por outro lado, representantes de algumas equipes se mantiveram calados, uma postura que gerou nos demais a desconfiança de que havia quem apoiasse a volta às atividades mesmo antes da liberação do governo.

"Tem um monte de boato sobre os times que estão treinando e até usando chácara de dirigente para se esconder. O único que teve a hombridade de confessar é o Bragantino. É quem eu menos critico. Eles tiveram a atitude de dar a cara para bater", afirmou o presidente do Santo André, Sidney Riquetto.