São Paulo - Em mais uma etapa da ampliação de testes para diagnóstico do novo coronavírus (Covid-19), o governo de São Paulo anunciou, que vai testar 233,7 mil pessoas de populações mais vulneráveis do estado - indígenas, quilombolas, moradores de comunidades carentes e idosos moradores de abrigos -, servidores públicos de serviços considerados essenciais e profissionais do sistema penitenciário.
"A população mais vulnerável é o alvo do momento da infecção [por coronavírus]. Ela [a pandemia] está na periferia, onde está a população mais desassistida. E isso deve aumentar", disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.
Em março, a porcentagem de ocorrências da Covid-19 na população mais vulnerável do estado era de 18,4%. Em maio, passou para 28,5%. "A epidemia se expandiu da região central para a região periférica, e atingiu as mais vulneráveis. E é lá que está o problema", disse Covas.
INTERIOR
O aumento de testagem no estado será coordenado pelo Instituto Butantan, em parceria com outras secretarias do estado e com o Centro Paula Souza (autarquia do governo do estado de São Paulo que administra as 220 Escolas Técnicas e as 66 Faculdades de Tecnologia do estado).
Entre os 71,3 mil integrantes da segurança pública e seus familiares que já foram testados na capital, a prevalência do coronavírus encontrada foi em torno de 18%. "Isso é ter a parte mais alta da curva de infectados. O que ocorre na população é sempre abaixo do que ocorre na polícia ou na população de saúde [que estão na linha de frente do combate ao coronavírus]", informou Dimas Covas.
Já no interior, a velocidade da pandemia mostrou um comportamento diferente. Apenas 5% do total de policiais testados no interior já foram infectados pelo vírus.