O novo presidente do Noroeste, Leandro Palma, o Lelê, afirma que por enquanto não devem ocorrer grandes mudanças no clube. O Norusca está parado há pouco mais de três meses, por causa da pandemia de coronavírus, e ainda não há previsão da Federação Paulista de Futebol (FPF) de quando a Série A3 do Campeonato Paulista vai voltar - e se isso ocorrerá mesmo.
No último sábado (20), o então presidente Rodrigo Gomes, o Mosca, entregou carta de renúncia ao presidente do Conselho Deliberativo, Toninho Rodrigues. Ainda na mesma data, Lelê, que era o vice-presidente, confirmou que assumiria o cargo. Mosca e Lelê foram eleitos no final do ano passado, para um mandato que vai até outubro de 2022. Rodrigues ainda avalia, consultando o estatuto do clube, se haverá necessidade de uma reunião do Conselho Deliberativo para oficializar a saída de Mosca e dar posse ao novo presidente ou se a mudança pode ser sacramentada apenas enviando documento para a FPF.
De acordo com Lelê, a forma de atuação seguirá a mesma. "Já estou acompanhando bem a situação do clube, pois estive junto com o Estevan Pegoraro e agora com o Mosca. Infelizmente o Mosca teve que sair, por motivos pessoais, mas a condução será a mesma", lembra.
Ele destaca que, em uma eventual retomada da A3, deve ter o apoio dos parceiros que estavam ajudando a viabilizar o clube até o começo do ano, como o próprio ex-presidente Pegoraro e outros empresários, como Antônio Galli. O Alvirrubro lidera a A3 e tinha as melhores médias de público e renda.
APOIO
Antes mesmo de tomar posse, Lelê aproveitou para agradecer a iniciativa de torcedores em arrecadar recursos para o clube, através de uma vaquinha pela internet. Até agora, foram R$ 7 mil, o suficiente para pagar metade de um mês de salário aos funcionários da manutenção do clube. Outras iniciativas da torcida devem receber o apoio do presidente. Uma das ideias, adianta, é a realização de uma feijoada drive thru, para levantar verba.
O Noroeste não renovou os contratos dos jogadores e dispensou os funcionários no começo deste mês, encerrando por tempo indeterminado o funcionamento da sede. O clube deve dois meses de salários e tenta pagar, pelo menos, a dívida com os funcionários que recebiam menos. "A torcida está ajudando muito, vamos tentar promover alguma coisa para arrecadar um pouco mais e pagar os funcionários. Até a paralisação do campeonato, os salários estavam em dia, mas desde que a competição parou, ficamos sem a cota da federação, que usávamos justamente para pagar os salários", lembra.
Além da cota da FPF, de R$ 46 mil cada - o Noroeste recebeu três das cinco parcelas previstas - o clube ficou sem a receita dos patrocínios e da bilheteria, que também eram importantes para o clube.