A Fundação de Previdência dos Servidores Efetivos de Bauru (Funprev) teve desvalorização de R$ 40 milhões em sua carteira de investimentos neste ano, no acumulado até o final de maio. A Funprev fechou 2019 com R$ 601 milhões e no mês passado o saldo era de R$ 561 milhões. A redução ocorreu em março, no começo da pandemia de coronavírus, com uma desvalorização de 8% na rentabilidade da carteira.
Os índices melhoraram em abril. Em maio, o rendimento foi de 2,28%, acima da meta atuarial de 0,09%. No acumulado do ano, o retorno é de 4,31% negativo, enquanto a meta atuarial é de 2,4% positivos. Os investimentos da fundação previdenciária estão distribuídos entre a renda fixa, com 77% das aplicações, e a variável, com 23%. Em junho, a primeira quinzena apresentou bons resultados, de acordo com a Funprev, que espera concluir o mês reduzindo a desvalorização acumulada.
Ao JC, o presidente da Funprev, Gilson Gimenes Campos, lembra que a perspectiva é de recuperação da carteira. "A Funprev não perdeu dinheiro, pois mantivemos as cotas aplicadas, mas tivemos essa desvalorização e agora uma recuperação. Acreditamos que é possível ter um crescimento até o final do ano que permita compensar essa redução, tentando pelo menos manter o mesmo nível do começo do ano ou até ter um pequeno aumento", frisa.
DESAFIADOR
Em nota, a Funprev afirma que a meta para este ano já era difícil. "Em termos de atingimento da meta atuarial, a Fundação esclarece que o desafio que já era grande no início do ano se tornou ainda maior com a crise da pandemia, mas que estão sendo feitos constantes esforços por parte dos gestores para se alcançar os objetivos. Em números, os fundamentos econômicos locais são fracos com previsão de recessão econômica com PIB negativo, aumento na taxa de desemprego, queda na renda, na produção e no consumo. Até agora, na visão dos analistas do mercado financeiro, o que tem impulsionado o mercado doméstico são fundamentos no exterior e uma melhora no ambiente político", diz a nota.
A fundação tinha colocado a maior parte de seus investimentos em renda variável, pois os juros baixos no País derrubaram os rendimentos na renda fixa. Porém, a crise desencadeada pela pandemia atingiu as bolsas de valores. Para o restante do ano, a Funprev pretende reduzir o risco de perdas e aumentar a participação em segmentos que responderam bem diante da atual situação.