10 de julho de 2026
Geral

Bares e restaurantes se unem por reabertura mais ampla

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de proprietários de bares e restaurantes, em Bauru, resolveu se articular em prol de uma reabertura mais ampla: de segunda a segunda-feira, sendo três horas para o almoço e três horas para o jantar. Eles, que afirmam que as reservas financeiras estão chegando ao fim, também solicitam o funcionamento com 40% da capacidade e se comprometem a seguir todas as normas sanitárias até então vigentes (veja o quadro). O segmento só conseguiu receber o público por 15 dias e, desde a última quarta-feira (24), não pode mais fazê-lo. Os empresários do setor chegaram a se reunir com alguns representantes do poder público, mas não obtiveram sucesso.

O grupo é formado por 22 participantes de estabelecimentos de pequeno, médio e grande porte. Na tarde desta quinta-feira (25), parte dos integrantes se encontrou no Fried Fish Vilarejo para discutir o assunto.

Proprietário do Tokyo, Milton Matsuoka frisa que os empresários respeitaram todas as regras desde o início da quarentena. "Abrimos somente por 15 dias e quatro horas diárias, bem como com 20% da capacidade. Mesmo assim, parece que nós somos os vilões", argumenta.

Milton acredita, ainda, que alguns setores acabaram favorecidos em detrimento de outros. "Os feirantes precisam comercializar os seus produtos embalados, mas os supermercados não têm de respeitar a mesma regra", exemplifica.

Administrador da Rede Fried Fish, João Carlos Toreto acrescenta que os bares e restaurantes são os poucos estabelecimentos que conseguem, de fato, respeitar as leis sanitárias. "Nós já nos acostumamos a elas antes da pandemia, afinal, a Vigilância sempre exigiu o cumprimento de uma série de determinações para validar o nosso funcionamento", justifica.

Gerente do Fried Fish Vilarejo, Frank Daniel Cordeiro reforça que o grupo se reuniu duas vezes com a Prefeitura de Bauru, mas não obteve sucesso. "Quase a cidade inteira pode atender ao público, menos os bares e restaurantes", comenta.

PARA SOBREVIVER

Proprietário do Estância Grill, Sidnei Vivian revela que a maioria dos empresários do setor optou pela suspensão dos contratos de trabalho por dois meses para sobreviver às restrições. "Agora, os funcionários estão voltando e eles têm estabilidade garantida por outros 60 dias. Como pagaremos os salários, sendo que as nossas reservas acabaram?", questiona.

Além disso, Milton Matsuoka descreve outros débitos pendentes. "Nós gastamos muita energia elétrica para armazenar os produtos perecíveis, além de pagarmos um valor elevado de IPTU e aluguel", frisa.

João Carlos Toreto complementa que grande parte dos empresários do grupo chegou a perder matéria-prima, porque fez uma aquisição maior do que o tempo em que permaneceu aberto ao público. "As consequências se agravam a cada dia que passa e o delivery representa apenas 10% das nossas vendas", lamenta.

Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Bauru informa que o município está sensível à situação destes estabelecimentos e ouve todas as solicitações. Inclusive, se reuniu com representantes do segmento e vereadores nesta semana. Na ocasião, o poder público explicou que a reabertura ocorrerá tão logo as condições epidemiológicas permitirem.