09 de julho de 2026
Nacional

Concessão de novos empréstimos cai 3,6%

Estadão Conteúdo
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Brasília - Mesmo com empresas e famílias ainda em busca de recursos para fechar as contas, as concessões de empréstimos dos bancos no crédito livre voltaram a cair em maio. De acordo com dados do Banco Central, o volume ofertado no mercado - descontado o crédito direcionado com recursos da poupança e do BNDES - teve uma retração de 3,6% no mês passado, ficando em R$ 255,8 bilhões.

Em abril, no auge das medidas de distanciamento social impostas por diversos governos estaduais e municipais, a queda nas concessões de novos empréstimos no crédito livre já havia sido de 28,3%. O segmento industrial puxou o número de maio para baixo, com retração de 9,4%, enquanto o volume de crédito liberado para as famílias cresceu 3,3% em relação a abril.

Em meio à carência de recursos, pessoas físicas e jurídicas aumentaram a demanda de algumas linhas de crédito nos bancos. No entanto, ainda há reclamações, em especial entre companhias de menor porte, de dificuldades de acesso a crédito neste momento de crise. Nesta semana, o BC lançou um novo pacote de medidas para tentar garantir que o crédito chegue na ponta para famílias e pequenas e médias empresas.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que as linhas de financiamento para pessoas jurídicas continuam sendo muito demandadas, e argumentou que a queda no ritmo de concessões em maio é natural após um grande volume de contratos de crédito assinados em abril.

As concessões de capital de giro somaram R$ 33,180 bilhões em maio. O volume é inferior aos R$ 44,769 bilhões do pico da modalidade em abril, mas se mantém em um nível bem superior aos R$ 15,631 bilhões de fevereiro - último mês sem impacto da crise da pandemia de Covid-19.