07 de julho de 2026
Ser

Vida em equilíbrio

Ana Lourenço
| Tempo de leitura: 1 min

Se alguém falar que insônia ou estresse pode ter relação com sua casa, você acreditaria? A maneira como se relaciona com ela - seja pela disposição dos móveis, seja pelos objetos acumulados - pode refletir no bem-estar. Para os mais místicos, um caminho é a prática do feng shui, que prega que a decoração de um ambiente - cores, adereços, posição dos objetos - gera um fluxo constante de sentimentos e percepções. Já os mais práticos podem se identificar com o método Konmari, idealizado por Marie Kondo.

"Isso traz felicidade?", normalmente indaga Marie em seu programa da Netflix. O questionamento é feito em uma tentativa de evitar tudo aquilo que não é mais útil na casa e, claro, o excesso. "Todo mundo acha que o movimento é sobre jogar as coisas fora, mas, na verdade, é ficar com aquilo que alegra; justamente o oposto", diz Mônica Vieira, especialista em organização formada no método Konmari.

O feng shui, por sua vez, é uma técnica milenar chinesa que nasceu com mestres taoistas que, a partir da observação da natureza, faziam uma análise do espaço onde as comunidades iriam viver, segundo explica a consultora Vera Souza.

Não é preciso escolher entre o feng shui e o método da organizadora japonesa - se quiser, pode adotar ambos. A seguir, confira dicas para harmonizar a casa.

Mas atenção: fique atento aos mitos. "Achar que pintou uma parede e resolveu sua vida ou que posicionou um móvel de forma diferente e tudo se transformou é falso. A grande beleza está em visualizar sua intenção à medida que você insere objetos, trabalha com cores ou reposiciona móveis", observa a arquiteta Elaine Gonzalez.