09 de julho de 2026
Internacional

Pandemia: OMS adota novas diretrizes

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Bruxelas - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira (29) - data que precede o aniversário de 6 meses dos primeiros relatos sobre o surgimento de casos de pneumonia aguda que revelariam o novo coronavírus -, que a organização atualizou a resposta à pandemia. Segundo Guebreyesus, cinco novas diretrizes guiarão as decisões e recomendações repassadas a todos os países a partir de agora.

As diretrizes anunciadas pelo médico envolvem ações dentro do empoderamento de comunidades, a supressão da transmissão, o salvamento de vidas, a aceleração de pesquisas e a liderança política.

DEXAMETASONA

 Durante a apresentação das novas diretrizes, o diretor-geral da OMS citou um medicamento específico, a dexametasona, quando se referiu ao salvamento de vidas. A OMS já havia se manifestado sobre os efeitos da medicação em casos graves da Covid-19. Segundo estudos iniciais, o corticosteróide reduziu em até 30% as mortes em pacientes que desenvolveram o sintoma mais agressivo da covid-19, a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). "Prover oxigênio e dexametasona para pessoas com doença severa e em estado crítico salva vidas", argumentou.

A dexametasona é um medicamento que circula desde a década de 1960, e é prescrita para reduzir a resposta inflamatória do corpo em doenças autoimunes. A droga também é utilizada para tratar certos tipos de câncer, como lúpus. A dexametasona não possui patente ativa, sendo um medicamento de baixo custo e amplamente acessível em diversas localidades.

O chefe da OMS voltou a alertar que ainda há muitas pessoas suscetíveis . "Alguns países estão passando por um aumento de casos, a dura realidade é [que] não estamos nem perto do final. Apesar do progresso de muitos países, globalmente a pandemia está se acelerando. Estamos todos juntos e ficaremos juntos durante toda essa longa jornada". A pandemia está longe de ter terminado e "inclusive está acelerando", repetiu como alerta o diretor  da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (29).