Em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, na Capital, na tarde desta terça-feira (30), o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, afirmou que os 40 leitos do Hospital das Clínicas (HC) de Bauru entrarão em funcionamento em prazo de dois dias, ou seja, ainda nesta semana. Participaram do novo anúncio o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, que foram provocados por Germann a falar sobre o assunto e a situação da região no cenário da pandemia.
A promessa sobre a abertura foi feita por Germann a uma pergunta feita, à distância, pelo jornalista de Bauru Emerson Luiz, da Rádio 94 FM.
"Sobre a região de Bauru, nós temos 40 leitos já prontos para uso e, em dois dias, colocaremos esses leitos em funcionamento", afirmou o secretário estadual de Saúde. O evento teve transmissão ao vivo pelas redes sociais.
Vinholi foi convidado por Germann a complementar a resposta e considerou que a abertura da unidade é essencial para desafogar leitos de enfermaria em Bauru.
"A região teve alta no número de internações e também de óbitos, portanto é fundamental o aumento de leitos", reforçou Vinholi, elencando que o Estado já avançou com mais leitos também para outras cidades, como Botucatu, Lençóis Paulista e municípios vizinhos.
'ESFORÇO ADICIONAL'
Na sequência, Germann pediu para que a secretária Patricia Ellen esclarecesse pontos adicionais sobre a o assunto. E ela ressaltou o fato de que a região de Bauru não foi reclassificada para a fase 1, zona vermelha, por causa da capacidade hospitalar, mas sim pela evolução de casos e óbitos.
"Houve crescimento, mas a situação está se normalizando agora. E estamos fazendo este esforço adicional com leitos no município. Mas, a Diretoria Regional de Saúde de Bauru (DRS) ainda tem espaço e condições de atender a população", observou Patricia.
Ainda ao longo da coletiva, a secretária informou que a taxa média de ocupação de leitos na região de Bauru, na última semana, foi de 54%. E chegou a considerar a situação como "confortável, no que diz respeito ao sistema de saúde".
Ela ponderou, contudo, que o município, que é referência hospitalar, registrou demanda maior nos últimos dias, com taxa de ocupação de até 82%. "Por isso, medidas específicas têm sido tomadas para essa região", pontuou Patricia.