09 de julho de 2026
Internacional

Violência marca nova lei de segurança em Hong Kong

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Pequim - Hong Kong virou palco de uma batalha campal entre ativistas pró-democracia e policiais no primeiro dia de vigência da nova lei de segurança nacional, imposta por Pequim ao território semiautônomo.

Como nos mais violentos dias dos protestos do ano passado, que tiraram a economia honconguesa do prumo e jogaram a região em caos político, houve barricadas com fogo, balas de borracha, spray de pimenta, canhões d'água, tijolos jogados, vandalismo de lojas e feridos leves de lado a lado.

Ao menos 320 pessoas foram presas, 9 delas enquadradas na rigorosa lei, que visa coibir atos considerados de secessão, subversão, terrorismo ou conluio com potências estrangeiras contra a ditadura comunista chinesa.

UM PAÍS, DOIS SISTEMAS

"É o fim do nosso país como o conhecemos, o fim do 'um país, dois sistemas' ", disse por mensagem de aplicativo o deputado oposicionista Kwok Ka-ki, acerca do regime híbrido vigente em Hong Kong, onde há liberdade econômica total e política, relativa.

Nesta quarta (1º), tradicionalmente ocorre uma passeata para relembrar o aniversário da devolução da então colônia britânica para a China, após 155 de domínio, em 1997. O tom sempre foi crítico a Pequim, e neste ano o governo local proibiu o evento.

Ainda assim, dezenas de milhares de pessoas se concentraram em ruas de Causeway Bay, o metro quadrado comercial mais caro do mundo mesmo com com a desvalorização que a crise politica de 2019 trouxe.

Por volta das 13h (2h em Brasília), começaram os protestos. A polícia fez subir uma nova bandeira de advertência, roxa, avisando que cantos e faixas pró-independência seriam puníveis pela nova lei. O estandarte anterior, azul e alertando sobre a ilegalidade do ato, continuou sendo usado.

Não deu certo e houve conflito.