08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mais duas parcelas de R$ 600

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

Finalmente esse inapto e insensível presidente Jair Bolsonaro, com a pressão do Congresso, cede e decide pagar mais duas parcelas de R$ 600,00 de auxílio emergencial para aproximadamente 60 milhões de brasileiros.

Que em função desta pandemia da Covid-19 e da quase paralisia da atividade econômica, com elevado nível de desemprego, esses trabalhadores, na maioria na informalidade, não podem ficar ao relento de nem ter o que comer. Vai aumentar o déficit fiscal? Vai! E daí? É uma questão humanitária!

Que amanhã, passada essa pandemia, todos nós vamos ter de pagar essa conta, como sempre ocorre. Se será com a criação de mais impostos ou outros sacrifícios, não é a hora para se discutir. Primeiro, e urgente, é não deixar que 30% da população fique ao relento da fome e da miséria.

E essas duas novas parcelas de R$ 600,00 inclusive vão evitar que o PIB deste ano afunde ainda mais. Já que, bem ou mal, alguns setores da economia, com o consumo destas família que recebem esse inadiável auxílio, estão mantendo empregos de milhares de trabalhadores.

Assim como, infelizmente, Bolsonaro despreza essa pandemia e a dor das famílias que perderam seus entes queridos, hoje, acumulando quase 60 mil mortes pela Covid-19, também insistiu que esse auxílio emergencial na fase inicial fosse de apenas R$ 200,00.

Porém, mais uma vez, e felizmente, falou mais alto o protagonismo do Congresso, e foi elevado para R$ 600,00. Ora, não se despreza a relevância do zelo pelas contas públicas! Mas a hora é própria para levar um mínimo de conforto a esses 60 milhões de brasileiros sem renda alguma...