09 de julho de 2026
Nacional

Covid-19 mata mais homens pardos

FolhaPress
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Brasília - O perfil de quem está foi realizado com base nas informações de hospitalizações e mortes das pessoas que tiveram SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por causa da doença causada pelo novo coronavírus.

Foram 148.785 internações no semestre por Covid-19. Desse total, 51% das pessoas têm mais de 60 anos de idade, são do sexo masculino e pardas. O mesmo perfil acompanha os 54.294 registros de óbitos, ou seja, 71,4% têm mais de 60 anos, a maioria do sexo masculino e parda. Os dados foram compilados até a semana passada.

Dessas mortes, 60% das pessoas apresentam algum fator de risco. Os principais são cardiopatia, diabetes, doença renal e doença neurológica.

Segundo o Ministério da Saúde, as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave devido à Covid-19 tiveram início na oitava semana epidemiológica, que começou no dia 16 de fevereiro. Apenas na 26ª semana epidemiológica, a última, foram registrados 6.676 mortes e 20.246 internações por Covid entre todas as internações por SRAG.

VARIAÇÕES

O cenário da epidemia, porém, varia pelo país de uma semana para outra.

"Quando olho o número de óbitos verificamos que, embora elevado, com o passar das últimas semanas existe uma certa estabilização. A gente já começa a ver algum alívio quando percebe que alguns hospitais de campanha estão sendo desmontados", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, nesta quinta-feira (2), em entrevista no Palácio do Planalto.

O novo coronavírus já atingiu 90% (5.021) das cidades brasileiras e continua avançando pelo interior do país, segundo a pasta. Desse total de municípios, 74% têm apenas de 1 a 100 casos.

Além disso, 2.551 (45,8%) dos municípios registraram algum óbito.

1,5 MILHÃO DE CASOS

Além disso, o Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira que o Brasil encostou em 1.5 milhão de casos de coronavírus e tem 1.252 novas mortes em relação a quarta-feira elevando o total para 61.884 óbitos desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, o governo federal também somou 48.105 novos casos da doença — a alta é a segunda maior no período, perdendo apenas para as 54.771 do dia 19 de junho.